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Morte: O que vês?

Esta leitura do Livro de Jó termina com uma declaração de fé de Jó: “eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros” (Jó 19,27a). Precisamos ter presente que esta visão de Deus após o término de nossa vida é particular, ou seja, cada indivíduo poderá estar diante do Todo-poderoso, o que pode gerar temor à alguns deve ser antes motivo de grande alegria àquele que persevera numa vida santa. (Blog VALDERI. Comemoração de todos os fiéis defuntos. 02/11/2012)

A morte. Infelizmente, graças as nossas contingências naturais de uma natureza corrompida, que não consegue vislumbrar o fim como o deveria desde a idade "da razão", nos tornamos, assim, obtusos quanto a realidade mesmo, aquela que revela-se a nós na Palavra de Deus e que durante nossa vida percebemos seus sinais visíveis de existência e maior valor à esta que agora vivemos. 

Nossa vida terrena, tão efêmera não pode ser considerada o ápice de nossa existência, e para aqueles que discordam disso apenas lanço um desafio imaginativo: Imagine com toda a força de sua mente o momento mais feliz de sua vida até aqui e neste momento, neste instante de felicidade um apagão acontece... um desligar da vida, repentino e fulminante. Você esta morto! O que vês agora?

Jó, responde isso na citação acima. Você que ainda teima em não viver como se esperasse a eternidade não temerá a presença real e inimaginável do Criador diante dos teus olhos? Penso que somente este exercício já é um pequeno início para deixarmos de lado nossas mesquinharias, nossas forças extravagantes em comportar-se como se precisássemos da aprovação dos outros, como se devêssemos imitar a moda e os costumes dos outros. Este mundo e os costumes das pessoas são um NADA diante do derradeiro encontro, diante do momento único em nossa existência, que é eterna.

Talvez você ainda insista em pensar que Deus, Céu, inferno, são coisas que não se pode provar cientificamente e por isso não devem ocupar sua mente. "Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?" (Lc 12,20), assim nos responde a Sagrada Escritura. Você mesmo, que persiste nesta negação não conseguirás negar a total falta de previsibilidade do momento da morte: "O homem é semelhante a um sopro; seus dias, como a sombra que passa" (Sl 144,4).

Na névoa de nossa existência, deixe-se guiar pelo único farol que nos leva a um porto seguro. Não se deixe enganar, para que as surpresas de nossa existência não perturbem nossa alma. 

Viva tendo em vista a eternidade.

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