Os jornalistas já terminaram as entrevistas, os editores tomaram o trem de volta para Zurich, os amigos com quem jantei voltaram para suas casas, eu saio para caminhar por Genebra. A noite está particularmente agradável, as ruas desertas, os bares e restaurantes cheios de vida, tudo parece absolutamente calmo, em ordem, bonito, e de repente... E de repente eu me dou conta que estou absolutamente só. É evidente que já estive sozinho muitas vezes este ano. É evidente que em algum lugar, a duas horas de vôo, minha mulher me espera. É evidente que depois de um dia agitado como o de hoje, nada melhor que caminhar pelas ruelas e becos da cidade antiga, sem ter que conversar nada com ninguém, apenas contemplando a beleza ao meu redor. Só que esta noite, por alguma razão que desconheço, este sentimento de solidão é absolutamente opressor, angustiante, não tenho com quem dividir a cidade, o passeio, os comentários que gostaria de fazer. Claro, tenho um celular no bolso, e um número razoável de ...

