“Quando tiro os óculos, ainda posso ver o caminho. Não posso ver os detalhes, mas posso ver o caminho”, diz minha mulher, com miopia de + 6,5 graus, enquanto andamos por um campo de milho, nestas férias européias. Digo que a mesma coisa acontece comigo: embora não seja míope, às vezes não posso ver os detalhes, mas sempre procuro manter os olhos fixos nas minhas escolhas. Terminamos em um rio no meio de lugar nenhum, perto do vilarejo de Arcizac-Adour. E de repente, me lembro que fiz uma promessa, e ainda não cumpri. Neste rio estávamos os dois sentados, três anos atrás, quando vimos uma linda mulher, com botas impermeáveis até os joelhos, caminhando pelo seu leito com um saco nos ombros. Ao nos ver, se aproximou: - Conheço Jacqueline (uma amiga). Pedi que ela nos apresentasse, e ela me respondeu: você irá encontrá-lo quando menos esperar. Meu nome é Isabelle Labaune. Explicou que estava ali limpando o rio de eventuais detritos (garrafas de plástico e latas de cerveja, que era...

