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Mostrando postagens de novembro, 2007

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Na margem do rio Adour

“Quando tiro os óculos, ainda posso ver o caminho. Não posso ver os detalhes, mas posso ver o caminho”, diz minha mulher, com miopia de + 6,5 graus, enquanto andamos por um campo de milho, nestas férias européias. Digo que a mesma coisa acontece comigo: embora não seja míope, às vezes não posso ver os detalhes, mas sempre procuro manter os olhos fixos nas minhas escolhas. Terminamos em um rio no meio de lugar nenhum, perto do vilarejo de Arcizac-Adour. E de repente, me lembro que fiz uma promessa, e ainda não cumpri. Neste rio estávamos os dois sentados, três anos atrás, quando vimos uma linda mulher, com botas impermeáveis até os joelhos, caminhando pelo seu leito com um saco nos ombros. Ao nos ver, se aproximou: - Conheço Jacqueline (uma amiga). Pedi que ela nos apresentasse, e ela me respondeu: você irá encontrá-lo quando menos esperar. Meu nome é Isabelle Labaune. Explicou que estava ali limpando o rio de eventuais detritos (garrafas de plástico e latas de cerveja, que era...

Bento XVI apresenta figura de Afraates, o «Sábio»

Intervenção durante a Audiência Geral CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o discurso que Bento XVI pronunciou nesta quarta-feira por ocasião da Audiência Geral na Praça São Pedro, dedicada a apresentar a figura do bispo Afraates, o «Sábio», «um dos personagens mais importantes e, ao mesmo tempo, mais enigmáticos do cristianismo sírio do século IV». * * * Caríssimos irmãos e irmãs, Em nossa excursão ao mundo dos Padres da Igreja, irei hoje vos guiar a uma parte pouco conhecida deste universo da fé, que são os territórios nos quais floresceram as Igrejas de língua semítica, ainda não influenciadas pelo pensamento grego. Essas Igrejas se desenvolveram ao longo do século IV no Oriente Médio, desde a Terra Santa até o Líbano e a Mesopotâmia. Durante aquele século, que foi um período de formação no âmbito eclesial e literário, em tais comunidades se manifestou o fenômeno ascético-monástico com características autóctones, que não experimentaram a ...

XXXIV Domingo do Tempo Comum

CRISTO REI E SENHOR DO UNIVERSO Lc 23, 35-43 Estimado Padre! Queridos irmãos e irmãs! Neste domingo, que encerra o ano litúrgico, a Igreja celebra a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo. Logo teremos o advento que prepara o Natal de Nosso Senhor. Estes dias, que são de penitência, são como os séculos no qual ficaram a humanidade, e na qual ficamos esperando a segunda vinda de Nosso Senhor. Em seguida temos a grande alegria do Natal de Jesus, o dia de seu nascimento para o mundo. É Deus que se faz humano como nós, se faz criança, para cumprir uma missão que só Deus pode fazer pelos homens: redimi-los de danação eterna. Depois temos a Epifania onde temos a conhecida festa dos Reis Magos que vinham de longe procurando um Rei que sua sabedoria e inspiração interior movida por Deus os fazia buscar, reis procurando um Rei que sabiam ser o maior que poderia nascer na terra. Em seguida temos sua vida pública antecedida pela sua presença admirável no Templo entre doutores. S...

Sétima palavra: casamento

Termino hoje a série de sete palavras (milagre, tortura, prece, sofrimento, conselho, xenofobia, casamento) que considero extremamente relevantes para o nosso tempo, e que pedi que meus leitores comentassem. Para quem desejar ter uma idéia geral, visite www.paulocoelhoblog.com: Discuss Stella: eu estou condenada a te amar, e isso é a minha salvação. Terei que viver para sempre nas sombras de teus olhos, aceitar o fato de que tudo o que tua mão toca desperta em mim o que há de melhor. Tudo aquilo que conheço é teu amor, e nada mais me interessa. Prajakta: duas pessoas se juntam, o amor provoca mais amor. Dois seres imperfeitos se unem, e a perfeição se torna possível. Dasha: a cerimônia do casamento é apenas um símbolo, e poderíamos viver muito bem sem as pressões que ela acarreta. O amor é livre, selvagem, e quanto mais nos sentimos neste estado de total liberdade, mais temos consciência da alegria que significa viver com uma outra pessoa porque escolhemos, e não porque a socieda...

XXXIII Domingo do Tempo Comum

Lc 21,519 Estimado Padre! Queridos irmãos e irmãs! Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça... (Ml 3,20a). Já reparamos que nestes últimos domingos do ano litúrgico encontramos nos evangelhos proclamados Jesus falando no que parece ser o fim dos tempos. Na verdade o evangelista escreve este evangelho depois da Ressureição de Cristo e da destruição do Templo de Jerusalém. Por isso, o evangelista recorda o que Jesus falou a respeito do que iria acontecer para mostrar que Ele tinha razão, e então alimentar a persevarança dos discípulos. Ao falar deste modo Jesus quer mais advertir sobre o que já falou do que ensinar alguma novidade. Todo seu discurso sobre os males que virão a acontecer tem o objetivo de preparar para as dificuldades, consolar os que já se encontram nelas e firmar o objeto de nossa fé. Neste trecho do evangelho encontramos 4 elementos importantes dos ensinamentos de Jesus: o primeiro versa sobre a importância das coisas belas e verdadeiras, mas mais do qu...

Bento XVI apresenta São Jerônimo

Intervenção durante a audiência geralCIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 7 de novembro de 2007 ( ZENIT.org ).- Publicamos a intervenção de Bento XVI durante a audiência geral desta quarta-feira, dedicada a apresentar a figura de São Jerônimo. * * * Caros irmãos e irmãs! Hoje, centraremos nossa atenção em São Jerônimo, um Padre da Igreja que colocou a Bíblia no centro de sua vida: traduziu-a para a língua latina, comentou-a em sua obra e sobretudo se empenhou em vivê-la concretamente em sua longa existência terrena, não obstante o notável caráter difícil e caloroso que recebeu da natureza.Jerônimo nasceu em Stridone em 347, de uma família cristã, que lhe assegurou uma formação apurada, enviando-o a Roma para aperfeiçoar seus estudos. Quando jovem, sentiu a atração pela vida mundana (cf. Ep. 22,7), mas prevaleceu nele o desejo e o interesse pela religião cristã.Recebeu o batismo em 366, orientou-se à vida ascética e f...

NOTAS DA FIDES ET RATIO

(1) Na minha primeira encíclica, a Redemptor hominis, já tinha escrito: « Tornámo-nos participantes de tal missão de Cristo profeta, e, em virtude desta mesma missão e juntamente com Ele, servimos a verdade divina na Igreja. A responsabilidade por esta verdade implica também amá-la e procurar obter a sua mais exata compreensão, a fim de a tornarmos mais próxima de nós mesmos e dos outros, com toda a sua força salvífica, com o seu esplendor, com a sua profundidade e simultaneamente a sua simplicidade » [N. 19: AAS 71 (1979), 306]. (2) Cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 16. (3) Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 25. (4) N. 4: AAS 85 (1993), 1136. (5) Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a revelação divina Dei Verbum, 2. (6) Cf. Const. dogm. sobre a fé católica Dei Filius, III: DS 3008. (7) Ibid., IV: DS 3015; citado também em Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 59. (8...

CONCLUSÃO DA FIDES ET RATIO

CONCLUSÃO 100. Passados mais de cem anos da publicação da encíclica Æterni Patris de Leão XIII, à qual me referi várias vezes nestas páginas, pareceu-me necessário abordar novamente e de forma mais sistemática o discurso sobre o tema da relação entre a fé e a filosofia. É óbvia a importância que o pensamento filosófico tem no progresso das culturas e na orientação dos comportamentos pessoais e sociais. Embora isso nem sempre se note de forma explícita, ele exerce também uma grande influência sobre a teologia e suas diversas disciplinas. Por estes motivos, considerei justo e necessário sublinhar o valor que a filosofia tem para a compreensão da fé, e as limitações em que aquela se vê, quando esquece ou rejeita as verdades da Revelação. De fato, a Igreja continua profundamente convencida de que fé e razão « se ajudam mutuamente », (122) exercendo, uma em prol da outra, a função tanto de discernimento crítico e purificador, como de estímulo para progredir na investigação e no aprofundamen...

EXIGÊNCIAS E TAREFAS ATUAIS

CAPÍTULO VII EXIGÊNCIAS E TAREFAS ACTUAIS 1. As exigências irrenunciáveis da palavra de Deus 80. A Sagrada Escritura contém, de forma explícita ou implícita, toda uma série de elementos que permite alcançar uma perspectiva de notável densidade filosófica acerca do homem e do mundo. Os cristãos foram gradualmente tomando consciência da riqueza contida naquelas páginas sagradas. Delas se conclui que a realidade que experimentamos, não é o absoluto: não é incriada, nem se autogerou. Só Deus é o Absoluto. Nas páginas da Bíblia, o homem é visto como imago Dei, que contém indicações precisas sobre o seu ser, a sua liberdade e a imortalidade do seu espírito. Uma vez que o mundo criado não é autosuficiente, qualquer ilusão de autonomia que ignore a essencial dependência de Deus de toda criatura - incluindo o homem - leva a dramas que destroem a busca racional da harmonia e do sentido da existência humana. Também o problema do mal moral - a forma mais trágica do mal - é considerado na Bíblia, ...
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