Passo pelo menos três meses por ano em uma cidade chamada Tarbes, junto da cadeia de montanhas dos Pirineus. Recentemente, resolvi recolher alguns provérbios da região; como na maioria dos casos é impossível identificar o autor, coloco o nome de quem me me relatou: Cada vez que morre um velho africano, é como se uma biblioteca inteira pegasse fogo. (anônimo, recolhido por Malika) Todo mundo quer conhecer o Paraíso, mas ninguém quer morrer. (Nam) As mulheres são como os continentes: aos 20 anos, são a América, todos sonham em conhecê-la, e os que conseguem, raramente se desencantam. Aos 30 anos são a Europa, sábias e cheias de maturidade. Aos 40 anos são a Ásia, envoltas em promessas e mistério. Aos 50 anos são a África, que todo mundo sabe onde é, mas ninguém quer visitar. (Alain Niah-Kyn, em um dos provérbios mais politicamente incorretos que já vi) Mesmo que você odeie as lebres, precisa reconhecer que elas correm muito rápido. (Antoine Lux) Se dois cozinheiros cuidam da mesma sopa, ...

