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Mostrando postagens de fevereiro, 2003

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Por que meditamos? A ginástica da mente (I)

Lawrence LeShan participava de um congresso científico, quando reparou que um grande número de pessoas consideradas "racionais" praticava meditação diária. Intrigado, procurou saber o porquê daquele comportamento, tão conflitante com a prática da ciência. Durante os quatro dias de encontro, recebeu todo tipo de resposta, até que alguém disse: "É como voltar para casa". Foi o único momento em que todos os participantes do grupo concordaram com uma definição. A partir daí, LeShan começou a pesquisar os benefícios e as dúvidas do exercício diário de concentração, e o resultado é um interessante livro, Como meditar. A seguir, algumas das conclusões do autor: A meditação não é invenção de um homem, de uma religião, ou de uma escola filosófica, mas a busca do ser humano em encontrar-se consigo mesmo. Em muitos lugares, e em épocas distintas, investigadores da condição humana concluíram que utilizamos muito pouco de nosso potencial de viver, expressar-se, e participar. Med...

As duas jóias

Do padre cisterciense Marcos Garcia, em Burgos, na Espanha: "As vezes Deus retira uma determinada benção para que a pessoa possa compreendê-lo além dos favores e dos pedidos. Ele sabe até que ponto pode provar uma alma - e nunca vai além deste ponto. "Nestes momentos, jamais digamos "Deus me abandonou". Ele jamais faz isso; nós é que podemos às vezes, abandoná-lo. Se o Senhor nos coloca uma grande prova, também sempre nos dá as graças suficientes - eu diria, mais que suficientes - para ultrapassá-la." A esse respeito, a leitora Camila Galvão Piva me envia uma interessante história, intitulada "As duas jóias": Um rabino muito religioso vivia feliz com sua família uma esposa admirável e dois filhos queridos. Certa vez, por causa de seu trabalho, teve que se ausentar de casa por vários dias. Justamente quando estava fora, um grave acidente de carro matou os dois meninos. Sozinha, a mãe sofreu em silêncio. Mas sendo uma mulher forte, sustentada pela fé e ...

Castañeda e o guerreiro implacável

Uma vez por ano publico aqui alguns textos de Carlos Castañeda, escritor e antropólogo, cujas pesquisas sobre o xamanismo mexicano influenciaram a maneira de minha geração olhar, sentir e perceber o mundo. *** Um guerreiro é um caçador. Calcula todos os seus passos, mas uma vez feito isso, ele age. Abandona-se à vida, deixa-se guiar, está preparado para sobreviver em qualquer circunstância. Ele age como se soubesse o que está fazendo, embora no fundo do seu coração respeite o Mistério, e está consciente de que não sabe absolutamente nada. Seu único caminho possível é continuar agindo, sem medo e sem interrupção, evitando que as velhas rotinas do seu cotidiano se transformem em barreiras para seu comportamento. Para que tenha êxito, as conquistas devem chegar suavemente, com muito esforço - mas sem qualquer tensão ou obsessão. *** Nosso diálogo interno é o maior inimigo. Estamos sempre contando para nós mesmos como o mundo é, e como deveria ser; para entrar em uma realidade mágica, prec...

Histórias sobre o príncipe das trevas

Procurando a discórdia O demônio caminhava por uma trilha no meio de dois campos, onde lavradores colhiam uvas. "Vou semear um pouco daquilo que os seres humanos mais gostam: ter razão no que dizem", pensou. Colocou um chapéu onde a metade direita era verde, e a outra metade amarela. - Sigam-me para encontrar um tesouro!- gritou para os camponeses. Depois, escondeu-se atrás de uma árvore. Os trabalhadores correram para a estrada. - Vamos seguir o senhor de chapéu verde - disseram os homens do campo a direita. - Vocês estão querendo nos enganar: devemos seguir alguém de chapéu amarelo - gritavam os homens do campo a esquerda. A discussão aumentou. Meia hora depois, os lavradores haviam esquecido o tesouro, e se matavam a golpe de foice - para ver quem tinha razão sobre a cor do chapéu. Nenhum já é muito Um homem chamou um padre para fazer um exorcismo em sua casa. Foi morar num hotel, e deixou-o entregue ao trabalho. O sacerdote passou alguns dias dormindo no lugar mal-assombr...
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