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Mostrando postagens de julho, 2003

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Da arte de escolher

Carlos Castañeda diz: "O grande poder do ser humano está na sua capacidade de tomar decisões". Cada decisão que tomamos nos permite modificar o futuro e o passado. Escolher significa: "Eu me comprometo". Quando alguém faz uma escolha, deve lembrar-se que o caminho a ser percorrido vai ser muito diferente do caminho imaginado. Escolher significa: "Bem, eu sei aonde quero chegar". Escolher também significa: "Terei que abandonar uma série de coisas". É com este compromisso que o guerreiro da luz segue adiante. Escolhendo em paz O guerreiro da luz medita. Senta-se em um lugar tranqüilo da sua tenda, e entrega-se à luz divina. Ao fazer isso, procura não pensar em nada; desliga-se da busca de prazeres, dos desafios e das revelações - e deixa que seus dons e seus poderes desconhecidos se manifestem. Mesmo que não perceba na mesma hora, esses dons e poderes estão tomando conta de sua vida, e vão influir no seu cotidiano. Enquanto medita, o guerreiro não ...

Do autor e seu compromisso

No dia 29 de maio de 2002, horas antes de eu colocar um ponto final no meu novo livro, fui até a Gruta de Lourdes, na França, encher alguns galões de água milagrosa na fonte que ali se encontra. Já dentro do terreno da catedral, um senhor de aproximadamente 70 anos me disse: "Sabe que você parece com o Paulo Coelho? " Eu respondi que era o próprio. O homem me abraçou, me apresentou à sua esposa e sua neta. Falou da importância de meus livros em sua vida, concluindo: "Eles me fazem sonhar." Já escutei esta frase várias vezes, e ela sempre me deixa contente. Naquele momento, entretanto, fiquei muito assustado - porque sabia que "Onze minutos" falava de um assunto delicado, contundente, chocante; o percurso de uma prostituta brasileira em busca do encontro com sua alma. Caminhei até a fonte, enchi os galões, voltei, perguntei onde morava (no Norte da França, perto da Bélgica) e anotei o seu nome. Na mesma hora, tomei a decisão de dedicar o livro a este senhor...

Em busca do mestre

- Certos discípulos vivem me perguntando onde está a verdade, disse Maal-El. - Então, certo dia, resolvi apontar para uma direção qualquer, tentando mostrar que o importante é percorrer um caminho, e não ficar pensando sobre ele. - Ao invés de olhar para a direção que eu apontava, o homem que me fez a pergunta começou a examinar meu dedo, tentando descobrir onde a verdade estava escondida. Quando as pessoas procuram um mestre, deviam estar em busca de experiências que possam ajudá-las a evitar certos obstáculos. Mas, infelizmente, a realidade é outra: estão usando a lei do menor esforço, tentando encontrar respostas para tudo. Quem deseja beneficiar-se do esforço do mestre para poupar suas forças, nunca chegará a lugar nenhum, e acabará por decepcionar-se. Quem estudar um pouco a história de Buda, notará que, após ter atingido a iluminação, dedicou-se a fazer com que seus discípulos desenvolvessem as qualidades necessárias para alcançar a tão esperada paz do espírito. Quem ler os evang...

21 de junho 2003, Jordânia, Mar Morto

No dia 21 de junho estive na Jordânia, mais precisamente no Mar Morto, para um encontro do WEF, convidado pela rainha para escrever um texto que seria parte da cerimônia de abertura. Logo que o evento terminou, participei de um jantar onde me vi em uma situação extraordinária. Na mesa exatamente ao lado estavam o rei e a rainha da Jordânia, o secretário de Estado Collin Powell, o representante da Liga Árabe, o ministro de Relações Exteriores de Israel, o presidente da Republica Alemã, o presidente do Afganistão Hamid Karzai, e outros importantes nomes envolvidos nos processos de guerra e paz que estamos presenciando. Embora a temperatura fosse próxima de 40 ºC, uma brisa suave soprava no deserto, um pianista tocava sonatas, o céu estava claro, tochas espalhadas pelo jardim iluminavam o lugar. Do outro lado do Mar Morto podíamos ver Israel, e o clarão das luzes de Jerusalém no horizonte. Ou seja, tudo parecia em harmonia e paz e de repente me dei conta que aquele momento, longe de ser u...

A força da alegria

Khalil Gibran diz que há vinte séculos os homens adoram a fraqueza na pessoa de Jesus, e não compreendem Sua força. Jesus não viveu como um covarde, e não morreu queixando-se e sofrendo. Viveu como um revolucionário, e foi crucificado como um rebelde. "Não era um pássaro de asas partidas, mas uma tempestade violenta, que quebrava as asas tortas. Não era uma vítima dos seus perseguidores, e não sofreu nas mãos de seus executores - mas era livre diante de todos. "Jesus não desceu ao mundo para destruir nossas casas, e - com suas pedras - construir conventos; ele veio insuflar uma alma nova e forte, que faz de cada coração um templo, de cada alma um altar, e de cada ser humano um sacerdote. " Olhando com cuidado sua vida, veremos que, embora soubesse que sua Paixão era inevitável, procurou nos dar o sentido da alegria em cada gesto. Como disse em uma das colunas passadas, Ele deve ter pensado bastante antes de decidir qual o primeiro milagre que devia realizar. Deve ter con...
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