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Mostrando postagens de março, 2003

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Circulando na internet

A rede, apesar de todos os seus defeitos, também tem sido utilizada como um gigantesco sistema de apoio humano; todos os dias circulam cartas eletrônicas com textos ora interessantes, ora aborrecidos. Existe o problema da autoria: eu mesmo já vi muitas das colunas que escrevo aqui assinadas por outras pessoas! A seguir, alguns dos textos recebidos esta semana (e cuja autoria estou atribuindo às pessoas indicadas nas cartas): O bambu chinês (Covey) Depois de plantada a semente do bambu chinês, não se vê nada por aproximadamente 5 anos - exceto um diminuto broto. Todo o crescimento é subterrâneo; uma complexa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, ao final do 5.º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ...

Em busca dos sinais

Podemos achar que tudo que a vida nos oferece amanhã é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos reparar que nenhum dia é igual ao outro. Cada manhã traz uma bênção escondida; uma bênção que só serve para este dia, e que não pode ser guardada ou reaproveitada. Se não usarmos este milagre hoje, ele se perderá. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver intensamente o minuto, entendendo que nele podemos encontrar a saída para o problema, a pessoa que está faltando, a pista certa para a decisão que precisa ser tomada e que irá mudar todo o nosso futuro. Mas como ter coragem para isso? No meu entender, Deus fala conosco através de sinais. É uma linguagem individual, que requer fé e disciplina para ser totalmente absorvida. Santo Agostinho, por exemplo, foi convertido dessa maneira. Durante anos procurou - em várias correntes filosóficas - uma resposta para o sentido da vida, até que certa tarde, no jardim de sua casa em Milão, refletindo sobre ...

Ushiba e o adversário

Criado pelo japonês Morihei Ueshiba (1883-1969), o Aikido é a única arte marcial que pratiquei, e na minha opinião é uma das mais interessantes. Ano passado publiquei nesta coluna alguns dos textos de Ueshiba, coletados por seus discípulos durante suas conversas. Este ano, quero desenvolver livremente algumas de suas idéias a respeito dos confrontos pelos quais temos que passar: A) quem tem um objetivo na vida, irá se defrontar com uma força oposta; para eliminar esta força, é preciso aprender como faze-la trabalhar a seu favor. B) um verdadeiro guerreiro jamais sacrifica seus amigos para derrotar o adversário; portanto, ele tem que aprender a detectar e resolver os problemas antes que eles se manifestem. C) a melhor maneira de enfrentar-se com o adversário é convence-lo da inutilidade de seus gestos. O guerreiro mostra que seu objetivo não é destruir nada, mas construir sua própria vida. Quem caminha em direção ao seu sonho busca a harmonia e o entendimento antes de qualquer coisa, e ...

Por que meditamos? - A percepção da realidade (II)

Na semana passada, analisava os comentários de LeShan comparando a meditação com a ginástica: ou seja, embora pareça absurdo levantar pesos, na verdade o objetivo não está no peso em si, mas no bem-estar que sentimos depois. No caso da meditação, o objetivo tampouco está em ficar parado, prestando atenção na maneira como respiramos, e sim em uma nova percepção da realidade. Será mesmo importante esta nova percepção? LeShan concorda que é um problema realmente complexo. Por um lado, podemos "operar" de forma muito eficiente neste mundo tal qual o conhecemos. Por outro, sabemos que um considerável número de pessoas dignas de confiança, como Gandhi, Teresa d'Avila, ou Buda, procuravam perceber esta realidade de maneira distinta, e foi isso que os impulsionou a dar passos gigantescos, e mudar o destino da humanidade. Assim como na ginástica, onde um bom professor sempre tem uma série de exercícios diferente para cada tipo de aluno, não existe uma técnica única para meditar, e...
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