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Mostrando postagens de agosto, 2002

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Das diferentes visões do inferno

Já que o demônio não fala muito sobre si mesmo, o homem começou a buscar toda e qualquer referência a respeito do inferno. A maioria das religiões possui aquilo que é chamado "um lugar de castigo", para onde se dirige a alma imortal depois de haver cometido certos crimes contra a sociedade (tudo parece ser uma questão de sociedade, não de indivíduo). Cada cultura também desenvolve sua visão particular desta terra de suplícios: pode ser a outra margem de um rio, onde um cão de três cabeças não permite que ninguém saia; ou a base de uma montanha, que esmaga as almas sob o seu peso. Para o herói grego Prometeu, que roubou o fogo dos deuses e entregou-o ao homem, o inferno foi ficar amarrado em um despenhadeiro, onde todos os dias um pássaro vinha comer o seu fígado. Jean-Paul Sartre diz, em sua peça "Entre Quatro Paredes", que o inferno são as outras pessoas. Jorge Luis Borges, em um poema, dá uma descrição interessantíssima do que nos espera além da vida: a eterna con...

Trazendo Deus para a vida real

Muitas vezes vemos a busca espiritual como algo distante da nossa realidade. Nada pode ser mais equivocado que esta atitude; Deus está em tudo que nos cerca, e muitas vezes nós só O servimos quando estamos ajudando o nosso próximo. A seguir, algumas histórias a respeito: Os erros do passado Durante uma viagem, Buda encontrou um yogue apoiado numa perna só. "Queimo os erros do meu passado", explicou o homem. "E quantos erros já queimou?" "Não tenho a menor idéia." "E quanto falta queimar?", insistiu Buda. "Não tenho a menor idéia." "Então é hora de acabar com isto. Pare de pedir perdão a Deus, e vá pedir perdão a quem você feriu." Dando o exemplo Perguntaram a Dov Beer de Mezeritch: "Qual o melhor exemplo a seguir? São os homens piedosos, que dedicam sua vida a Deus? São os homens cultos, que procuram entender a vontade do Altíssimo?" "O melhor exemplo é a criança", respondeu. "A criança não sabe nada. ...

A volta ao mundo depois da morte

Sempre pensei no que acontece enquanto espalhamos um pouco de nós mesmos pela Terra. Já cortei cabelos em Tóquio, unhas na Noruega, vi meu sangue correr de uma ferida ao subir uma montanha na França. Em meu primeiro livro, Os Arquivos do Inferno (que jamais foi reeditado), especulava um pouco sobre o tema, como se fosse necessário semear um pouco do próprio corpo em diversas partes do mundo, de modo que, numa futura vida, algo nos parecesse familiar. Recentemente li no jornal francês Le Figaro um artigo assinado por Guy Barret, sobre um caso real acontecido em junho de 2001, quando alguém que levou às últimas conseqüências essa idéia. Trata-se da americana Vera Anderson, que passou toda a sua vida na cidade de Medford, Oregon. Já avançada em idade, foi vítima de um acidente cardiovascular, agravado por um enfizema do pulmão, o que a obrigou passar anos inteiros dentro do quarto, sempre conectada a um balão de oxigênio. O fato em si já é um suplício, mas no caso de Vera a situação era a...

Descobrindo o verdadeiro medo

Um sultão decidiu fazer uma viagem de navio com alguns de seus melhores cortesãos. Embarcaram no porto de Dubai, e seguiram em direção ao mar aberto. Entretanto, assim que o navio se afastou da terra, um dos súditos - que jamais tinha visto o mar, e passara grande parte de sua vida nas montanhas - começou a ter um ataque de pânico. Sentado no porão do navio ele chorava, gritava, e recusava-se a comer ou dormir. Todos procuravam acalmá-lo, dizendo que a viagem não era tão perigosa assim mas embora as palavras dos outros chegassem aos seus ouvidos, não atingiam o seu coração. O sultão não sabia o que fazer, e a linda viagem por mares calmos e céu azul tornou-se um tormento para os passageiros e a tripulação. Dois dias se passaram sem que ninguém pudesse dormir com os gritos do homem. O sultão já estava prestes a mandar o barco de volta ao porto, quando um de seus ministros, conhecido por ser um homem sábio, aproximou-se: - Sua Alteza, com sua permissão, eu conseguirei acalmá-lo. Sem hesi...
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