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Mostrando postagens de julho, 2002

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Compreendendo o sentido da caridade

A prece O rabino Dov Baer estudava as Escrituras, enquanto seu filho de um ano dormia ao lado de sua mesa de trabalho. Em dado momento, a criança acordou e começou a chorar. Dov Baer, concentrado no que lia não prestou a menor atenção. A criança chorou horas seguidas, até que o rabino Zalman, veio correndo do seu quarto e colocou-a no colo. Quando os gritos do menino cessaram, Zalman virou-se para o Dov Baer e disse: "Admiro a sua concentração no trabalho; se queremos entender Deus é importante o estudo das Escrituras. Mas se queremos nos aproximar de Deus, temos que primeiro consolar aqueles que choram." A generosidade Muhammad ib Sugah conta a história de Abdulah e Mansur, dois fiéis muçulmanos. Certo dia, Abdulah pediu ajuda ao amigo. O tempo foi passando, e nenhuma ajuda foi dada. Um dia, Mansur perguntou: "Meu irmão, você me pediu ajuda, e eu não fiz nada. No entanto, você parece não ter se irritado com isto." "Temos uma longa amizade. Aprendi a amar-te an...

Sobre mestres e caminhos

Escolhendo o próprio destino "Estou disposto a largar tudo", disse o príncipe ao mestre. "Por favor, me aceite como discípulo". "Como um homem escolhe seu caminho?", perguntou o mestre. "Pelo sacrifício", respondeu o príncipe. "Um caminho que exige sacrifício, é um caminho verdadeiro". O mestre esbarrou numa estante. Um vaso caríssimo despencou, e o príncipe atirou-se ao chão para agarrá-lo. Caiu de mau jeito e quebrou o braço, mas conseguiu salvar o vaso. "Qual é o maior sacrifício: ver o vaso espatifar-se, ou quebrar o braço para salvá-lo?", perguntou o mestre. "Não sei", respondeu o príncipe. "Então como quer orientar sua escolha pelo sacrifício? O verdadeiro caminho é escolhido por nossa capacidade de amá-lo, não de sofrer por ele". Vivendo de acordo com a verdade Mahatma Gandhi lutou sua vida inteira, mas conseguiu libertar a Índia do domínio inglês. Quando lhe disseram que era um dos maiores nomes sur...

O processo criativo

Todo processo criativo, seja ele na literatura, na engenharia, na informática - e até mesmo no amor - respeita sempre um mesmo padrão: o ciclo da natureza. A seguir, listo as etapas deste processo: a) aragem do campo: no momento em que o solo é revirada, o oxigênio penetra onde antes não conseguia. O campo ganha um novo rosto, a terra que estava em cima agora está embaixo, e o que estava embaixo transformou-se em superfície. Este processo de revolução interior é muito importante – porque, da mesma maneira que o novo rosto daquele campo irá ver a luz do sol pela primeira vez, e deslumbrar-se com ela, uma reavaliação dos nossos valores permitirá ver a vida com inocência, e sem ingenuidade. Assim, estaremos preparados para o milagre da inspiração. Um bom criador tem que saber estar sempre revirando seus valores, e jamais ficar contente com aquilo que julga entender. b) a semeadura: toda obra é fruto do contato com a vida. O homem criador não pode trancar-se em uma torre de marfim; precisa...

Por que Paulo Coelho tem sucesso?

Essa é a pergunta que mais escuto, de jornalistas do mundo inteiro. Mas se o leitor acha que consigo respondê-la, é melhor parar de ler o artigo por aqui. O meu processo de criação vai contra tudo aquilo que se convencionou chamar de "receita do sucesso." Em primeiro lugar, porque que não sigo uma fórmula temática em meus livros: O diário de um mago e As Valkírias, por exemplo, tratam diretamente de espiritualidade, enquanto O Alquimista e Veronika decide morrer sequer tocam no assunto. Além disso, a inserção de personagens no tempo varia muito; em O monte Cinco estamos alguns séculos A. C. ; Na margem do rio Piedra sentei chorei acontece no presente, enquanto O Alquimista e O demônio e a Srta. Prym não fazem qualquer referência à época. Há gente que diga que é marketing: ora, os meus primeiros dois livros (Diário de um mago e Alquimista) já tinham vendido mais de 250 mil cópias quando a editora colocou o primeiro anúncio. O mesmo ocorreu no exterior: os editores estrangeiros...

De amigos e desconhecidos

O livro de Camus Um jornalista perseguia o escritor francês Albert Camus, pedindo que explicasse detalhadamente o seu trabalho. O autor de A peste se recusava: "Eu escrevo, e os outros julgam como entendem". Mas o jornalista não sossegava. Certa tarde, conseguiu encontrá-lo num café em Paris. "A crítica acha que o senhor nunca aborda um tema profundo", disse o jornalista. "Eu lhe perguntaria agora: se tivesse que escrever um livro sobre a sociedade, aceitaria o desafio?" "Claro", respondeu Camus. "O livro teria cem páginas. Noventa e nove seriam em branco, pois não há o que dizer. No final da centésima página, eu escreveria: "O único dever do homem é amar". No metrô de Tóquio Terry Dobson viajava num metrô em Tóquio, quando um bêbado entrou, e começou a ofender todos os passageiros. Dobson, que estudava artes marciais há alguns anos, encarou o homem. "O que você quer?", perguntou o bêbado. Dobson preparou-se para atacá-lo...
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