Sou um simples irmão capuchinho. Passei toda a minha vida fazendo o trabalho que me correspondia: porteiro, sacristão, pedinte de esmolas, cozinheiro. Frequentemente saia com uma bolsa às costas a pedir esmolas de porta em porta. Todas as manhãs fazia compras para o convento. Todos me conheciam e me queriam bem. Todas as vezes que ia comprar alguma coisa, davam-me um desconto. As poucas liras que sobravam, em vez de entregá-las ao superior, conservava-as comigo para despesas com correspondência, para minhas pequenas necessidades e também para ajudar os soldados que vinham bater à porta do convento. Fui condenado a duas ou três horas de Purgatório sobretudo por ter faltado com o voto de pobreza. Isso foi logo depois da guerra. Eu encontrava-me em San Giovanni Rotondo, minha cidade natal, no mesmo convento do Padre Pio. Daí a pouco tempo, comecei a sentir algumas dores no aparelho digestivo. Após uma consulta, o médico me diagnosticou uma doença incurável: um tumor. Pensando na iminência...