Mesmo depois de uma longa lista de leituras, passando por Machado de Assis, Mário Palmério, Lima Barreto, Dostoiévski, Tolstoi, Lewis, Suassuna, Dumas e por aí vai, sempre podemos nos surpreender com algum livro pouco popular mas que acaba revelando um fascinante romance, especialmente se ele traz como narrador um nada convencional cachorro. O Farejador (Quinn , Spencer. O Farejador . Ed. Record, 2012, Rio de Janeiro. 317 pgs.) traz um romance investigativo simples, sem aquele enredo complicado que somente se revela ao leitor no último capítulo. De fato, a simplicidade da trama é facilmente deduzida ao longo da história a partir do momento que as personagens vão aparecendo e desenvolvendo a estória. O fato de termos neste livro o cachorro, parceiro do investigador particular chamado Bernie, traz a memória de todos as próprias atitudes de seus animais de estimação. Eu especialmente lembrava constantemente de minha Anny, uma linda chow-chow, meio estabanada e de pelo cor...