Dies Irae Numa rápida leitura do texto da Encíclica Fratelli tutti, todos seriam levados a crer que foi escrita por um maçon, não pelo Vigário de Cristo. Tudo nela é inspirado por um vago deísmo e um filantropismo que não contém nada de católico: Nonne et ethni hoc faciunt? Não o fazem também os pagãos? (Mt 5, 47). Macroscópica e decididamente embaraçosa a falsificação histórica do encontro de São Francisco com o Sultão: segundo o redactor da Encíclica, o Poverello «não fazia guerra dialéctica impondo doutrinas»; na realidade, as palavras de São Francisco, relatadas pelos cronistas, soam muito diferentes: «Se quiseres prometer-me, em teu nome e em nome do teu povo, que passareis à religião de Cristo, assim que eu saia ileso do fogo, entrarei sozinho no fogo. Se eu for queimado, tal venha imputado aos meus pecados; se, por outro lado, o poder divino me fizer sair são e salvo, reconhecereis Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus, como o verdadeiro Deus e Senhor, Salvador de todos». A...