A liturgia do segundo domingo da quaresma nos coloca diante da cena da transfiguração do Senhor, na ocasião em que “o seu rosto brilhou como o sol e suas vestes ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus”. É claro que se trata de um momento muito especial na pedagogia de Jesus, em que estava preparando os seus seguidores, que viriam a ser os propagadores da Obra realizada pelo Senhor. Ali aparece a divindade do Senhor, sempre escondida durante toda a sua vida pública, no Jesus histórico de Nazaré. Só por uma obra divina, foi possível mostrar numa cena única personagens que viveram em tempos tão distintos, como Moisés, Elias e o próprio Jesus. Mas, o mais surpreendente é que eles estavam vendo um corpo transfigurado: resplandecente de brancura, brilhando como o Sol, dando a entender um ambiente de tanta paz e tanta felicidade, que Pedro chegou a exclamar: “Como é bom estarmos aqui. Se queres, vamos fazer três tendas, uma para ti, outra para Elias ...

