O rei Carlos VII encontrava-se em Loches quando lhe chegou a notícia da libertação de Orleans. Em sua companhia encontravam-se vários nobres e bispos. Joana bateu na porta. Dunois narra o fato: “Quase imediatamente ela entrou e se pôs de joelhos e, enquanto abraçava as pernas do rei, disse: ‘Gentil Delfim, não percais mais tempo em tão intermináveis conselhos, mas vinde a Reims o mais cedo possível para receber a coroa digna de vós’”. A Corte ficou perplexa e pediu explicações. Joana, segundo Dunois, disse então: “Concluída minha oração a Deus, ouço uma voz que me diz: ‘Filha de Deus, vai, vai, vai, eu te ajudarei, vai.’ E quando ouço esta voz, sinto uma grande alegria’. E, coisa impressionante, enquanto repetia a linguagem de suas vozes, ela estava num êxtase maravilhoso, fitando o céu. “Gentil Delfim, ordenai aos vossos sitiar a cidade de Troyes, e não percais mais o tempo em longos conselhos. Pois, em nome de Deus, antes de três dias eu vos farei entrar nessa praça, ou de bom grado ...

