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Mostrando postagens de abril, 2003

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Sete histórias muito curtas

Os dois bolsos (tradição hassídica) Rabbi Bunam dizia aos seus discípulos: - Todo mundo deve ter dois bolsos, e um bilhete em cada um. De um lado, estará escrito: "Deus criou o mundo para que eu pudesse admirá-lo. Do outro lado estará escrito: "Eu sou apenas cinzas e pó" Adeus (Richard Marius) Durante as atrocidades que acompanharam a revolução bolchevique, milhares de pessoas eram arbitrariamente presas, agredidas, despidas, e executadas com um tiro na nuca. Uma testemunha conta: "No momento mais trágico de nossas vidas, temos uma absoluta necessidade de não nos sentirmos sozinhos. Portanto, a maioria das vítimas pedia para dizer adeus - e como não havia ninguém por perto, abraçavam e se despediam dos seus carrascos. " O motivo de estar aqui (Gregory Corrigan) O homem caminhou pela principal rua de sua cidade, viu mendigos, aleijados, miseráveis. Como não conseguia mais conviver com tanta miséria, clamou aos céus: "Deus, como podes amar tanto o ser humano...

Como um dos livros mais importantes do mundo foi escrito

No 23.º ano do reinado de Zhao, Lao Tsu percebeu que a guerra terminaria por destruir o lugar onde vivia. Como havia passado anos meditando sobre a essência da vida, tinha pleno conhecimento que, em certos momentos, é preciso ser prático. Resolveu tomar a decisão mais simples: mudar-se. Pegou os seus poucos pertences, e seguiu em direção a Han Keou; na porta de saída da cidade, encontrou um guarda. - Onde está indo tão importante sábio? - perguntou o guarda. - Para longe da guerra. - Não pode partir assim. Eu gostaria muito de saber o que foi que aprendeu em tantos anos de meditação. Só o deixarei partir se dividir comigo o que sabe. Apenas para se livrar do guarda, Lao Tsu escreveu ali mesmo um pequeno livrinho, cuja única cópia lhe entregou. Depois, continuou sua viagem, e nunca mais se ouviu falar dele. O texto de Lao Tsu foi copiado e recopiado, atravessou séculos, atravessou milênios, e chegou até o nosso tempo. Chama-se "Tao Te King", está publicado em português por vár...

Três histórias sobre a condição humana

Os sinais de Deus Isabelita me conta a seguinte lenda: Um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor, todas as noites, que o rico chefe de grande caravana resolveu chamá-lo: - Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler? - Sei ler, sim senhor. Leio tudo que o Grande Pai Celeste escreve. - Como assim? O servo humilde explicou-se: - Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu? - Pela letra. - Quando o senhor recebe uma jóia, como sabe quem a fez? - Pela marca do ourives. - Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe se foi um carneiro, um cavalo um boi? - Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido com aquele questionário. O velho crente convidou-o para fora da barraca e mostrou-lhe o céu. - Senhor, aquelas coisas escritas lá em cima, este deserto aqui em baixo, nada disso pode ter sido desenhado ou escrito pelas mãos dos homens. O que é divertido no homem Um discípulo perguntou a Hejas...

Em busca do caminho perdido

Saímos pelo mundo em busca de nossos sonhos e ideais, embora sabendo que muitas vezes colocamos em lugares inacessíveis tudo aquilo que está ao alcance das mãos. Quando descobrimos o erro, começamos a achar que perdemos muito tempo buscando longe o que estava perto; e por isso nos deixamos invadir pelo sentimento de culpa, pelos passos errados, pela procura inútil, pelo desgosto que causamos. Não é bem assim: embora o tesouro esteja enterrado na sua casa, você só irá descobri-lo quando se afastar. Se Pedro não tivesse experimentado a dor da negação, não teria sido escolhido como chefe da Igreja. Se o filho pródigo não tivesse abandonado tudo, jamais seria recebido com festa por seu pai. Existem certas coisas em nossas vidas que têm um selo dizendo: "Você só irá entender meu valor quando me perder - e me recuperar". Não adianta querer encurtar este caminho. O padre cisterciense Marcos Garcia, que vive em Burgos, Espanha, comentava: "Às vezes Deus retira uma determinada be...

De árabes e judeus

Embora em permanente conflito político, estas duas culturas nos legaram uma sabedoria extraordinária. A seguir, algumas destas histórias de luz: A janela e o espelho Um jovem, muito rico, foi encontrar-se com um rabino e lhe pediu um conselho para orientar a vida. Este o conduziu até a janela: - O que vês através dos vidros? - Vejo homens passando e um cego pedindo esmolas na rua. Então o rabino mostrou-lhe um grande espelho: - E agora, o que vês? - Vejo a mim mesmo. - E já não vês os outros! Repara que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria-prima: o vidro. Mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada a vidro, enxergas apenas a ti mesmo. Deves comparar-te a estas duas espécies de vidro. Pobre, prestavas atenção aos outros e tinhas compaixão por eles. Coberto de prata - rico - só consegues admirar teu próprio reflexo. A importância da alegria Al Husayn perguntou a Ibn Muhammad: - Será que o grande profeta de nossa religião, Maomé, sabia contar coisas engraça...
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