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Mostrando postagens de dezembro, 2007

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Por que amamos os homens

Uma amiga minha, Julia, me enviou o texto a seguir. Quando tentei entrar em contato com ela para saber se era de sua autoria, ela viajou e não sei exatamente quando volta. Fui procurar na internet, e sabem o que descobri? Que existem vários grupos de discussão a respeito! Ou seja, as mulheres hoje em dia estão procurando razões para se apaixonar pelo sexo oposto. Na qualidade de homem, que concorda com algumas dessas razões, fiz uma lista baseada no que dizem: Amamos os homens porque eles não conseguem fingir um orgasmo, mesmo que queiram. Porque jamais vão nos entender, e mesmo assim continuam tentando. Porque conseguem ainda ver nossa beleza, mesmo quando nós mesmas já somos incapazes de acreditar nisso. Porque entendem equações, política, matemática, economia, e desconhecem o coração feminino. Porque são amantes que só descansam quando nós temos (ou fingimos) prazer. Porque conseguiram elevar o esporte a algo próximo a uma religião. Porque jamais têm medo do escuro. ...

O jogral de Nossa Senhora

Conta uma lenda medieval que no país que hoje conhecemos como Áustria a família Burkhard - composta de um homem, uma mulher e um menino - costumava animar as feiras de Natal recitando poesias, cantando baladas de antigos trovadores e fazendo malabarismos para divertir as pessoas. Evidente que nunca sobrava dinheiro para comprar presentes, mas o homem sempre dizia a seu filho: - Você sabe por que a sacola de Papai Noel não se esvazia nunca, embora haja tantas crianças neste mundo? Porque, embora ela esteja cheia de brinquedos, às vezes existem coisas mais importantes para serem entregues, os chamados “presentes invisíveis”. Em um lar dividido, ele procura trazer harmonia e paz na noite mais santa da cristandade. Onde falta amor, ele deposita uma semente de fé no coração das crianças. Onde o futuro parece negro e incerto, ele traz esperança. No nosso caso, quando Papai Noel vem nos visitar, no dia seguinte estamos todos contentes de continuarmos vivos e fazendo nosso trabalho, que é al...

No dia que completei 60 anos

Recentemente, em uma entrevista, eu disse que fazer 60 anos é igual a fazer 35 ou 47: bolo de aniversário, soprar velinhas, etc. Mas não é exatamente assim, e gostaria de dividir com os meus leitores como eu decidi comemorar esta data. Normalmente celebro meu aniversário no dia 19 de março, festa de meu santo padroeiro, São José. Este ano, em fevereiro, eu estava lendo meu blog, vendo a alma dos meus leitores, e tive um impulso: por que não convidar 10 pessoas para a festa? Coloquei a mensagem, e disse que os primeiros que escrevessem seriam bem-vindos. Acontece que no dia seguinte, as dez primeiras mensagens vinham de lugares mais variados do planeta: Brasil, Japão, Inglaterra, Venezuela, Qatar, etc. A festa seria em Puente La Reina, no Caminho de Santiago - ou seja, longe de aeroportos ou meios de transporte normais. Por outro lado, não tinha certeza se os leitores entenderam direito a mensagem: eu convidava para a festa, mas não pagava as despesas de viagem. Mandei um correio el...

O monumento mutante

Já visitei muitos monumentos neste mundo, que procuraram imortalizar as cidades que os coloca em lugar de destaque. Homens imponentes, cujos nomes já foram esquecidos, mas que ainda permanecem montados em seus lindos cavalos. Mulheres que estendem coroas ou espadas para o céu, simbolizando vitórias que já não constam mais nem em livros escolares. Crianças solitárias e sem nome, gravadas em pedra, a inocência para sempre perdida durante as horas e dias em que foram obrigadas a posar para algum escultor que a história também esqueceu. E no final de tudo, com pouquíssimas exceções (o Rio de Janeiro é uma delas com o seu Cristo Redentor) não são as estátuas que marcam a cidade, mas as coisas mais inesperadas. Quando Eiffel construiu uma torre de aço para uma exposição, não podia sonhar que isso terminaria sendo o símbolo de Paris, apesar do Louvre, do Arco do Triunfo, dos imponentes jardins. Uma maçã representa Nova York. Uma ponte não muito freqüentada é o símbolo de San Francisco. Tamb...

Lendas do deserto

Conheci Yasser Hareb durante um encontro em Paris. Discutimos muito sobre a última ponte intacta em um mundo cada vez mais dividido: a cultura. Apesar de tudo que estamos vendo, ainda existem valores comuns, e isso pode nos ajudar a compreender nosso próximo. Pedi a Yasser que escrevesse algumas histórias de sua região, que transcrevo (resumidos) a seguir. Por que está chorando? O senhor bateu na porta do amigo, para lhe pedir um favor: - Quero que me empreste quatro mil dinares porque preciso pagar um débito. É possível? O amigo pediu que a mulher juntasse tudo o que tinham de valor, mas mesmo assim não era suficiente. Foi necessário sair, solicitar dinheiro dos vizinhos, até que conseguiram a quantia necessária. Quando o senhor foi embora, a mulher notou que o marido estava chorando. - Por que está triste? Agora nos endividamos com nossos vizinhos, tem medo de que não sejamos capazes de pagar nosso débito? - Nada disso. Choro porque é uma pessoa que quero muito bem, e a...
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