Quando o muro de Berlim veio abaixo, quase todos que testemunharam aqueles acontecimentos esperavam que as ideias que o sustentaram ruíssem também. No entanto, aconteceu exatamente o contrário: enquanto a União Soviética sumia do mapa, o marxismo, que era seu espírito, espalhou-se, possuindo almas por todo o mundo. O comunismo, que parecia decrépito no final dos anos 80, aparece completamente vitalizado no século XXI. De intelectuais a políticos, além de quase toda a expressão cultural vigente, praticamente não há ninguém, nem setor algum, que esteja livre da influência marxista, se não nos objetivos políticos, pelo menos na sua forma de pensar. A verdade é que o comunismo permanece bem vivo, certamente até mais forte do que antes. Após o fim da Cortina de Ferro, ele revigorou-se de tal forma que, hoje, é o pensamento dominante no mundo. Como ele conseguiu isso? Quem salvou o comunismo foi a Escola de Frankfurt, que desde os anos 30 serviu de fonte de debates e reflexões sobre o m...