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Mostrando postagens de outubro, 2007

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Quarta palavra: sofrimento

Continuo aqui a série de sete palavras que considero relevantes para o momento atual, e pedi aos meus leitores que escrevessem sobre elas em meu blog. Debbie: quando meu amado morreu em um acidente de carro, escrevi o seguinte: você me deu uma parte sua que eu sei que jamais poderia possuir. Você me deu a terra, e plantou a semente; deste seu gesto, eu renasci. Você, portanto, me deu parte de mim mesma. Marie: para aceitar a palavra “sofrimento”, eu preciso substituí-la por “entendimento”. Peço a Deus que me faça compreender os meus momentos difíceis, porque só assim consigo acreditar que tudo nesta vida tem uma razão. Sarah: sofrimento! É aquilo que sentimos quando perdemos alguém precioso para nós. Queremos gritar, mas o som não sai. Olhamos em volta, e nada nos alegra. Continuamos a rir, mas nunca mais poderemos dar gargalhadas. Carmen Larissa: quando sofremos, caímos na armadilha da própria dor. Passamos a acreditar que merecemos isso, que Deus nos esqueceu. Nos sentimos so...

NOTAS DEI VERBUM

1. Cfr. S. Agostinho, De catechizandis rudibus, c. IV, 8: PL 40, 316. 2. Cfr. Mt. 11,27; Jo. 1,14 e 17; 14,6; 17, 1-3; 2 Cor. 3,16 e 4,6; Ef. 1, 3-14. 3. Epist. ad Diognetum, c. VII, 4: Funk, Patres Apostolici, I, p. 403. 4. Conc. Vat. I, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 3: Denz. 1789 (3008). 5. Conc. Araus. II, can. 7: Denz, 180 (377); Conc. Vat. I, 1. c.: Denz. 1791 (3010). 6. Conc. Vat. I, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 2 Denz. 1786 (3005). 7. Ibid.: Denz. 1785 e 1786 (3004 e 3005). Capítulo II 1. Cfr. Mt. 28, 19-20 e Mc. 16,15; Concilio Tridentino deer. De canonicis Scripturis: Denz. 783 (1501). 2. Cfr. Concílio Tridentino, I. c.; Concílio Vat I, sess. III, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 2. Denz. 1787 (3006). 3. S. Ireneu, Adv. Haer. III, 3, 1: PG 7, 848: Harvey, 2, p. 9. 4. Cfr. II Concílio Niceno, Denz. 303 (602); IV Concilio Constantinopolitano, sess. X, can. 1: Denz. 336 (650-652). 5. Cfr. Concílio Vat. I, Const. d...

DEI VERBUM [Capítulo VI]

CAPÍTULO VI A SAGRADA ESCRITURA NA VIDA DA IGREJA A Igreja venera as Sagradas Escrituras 21. A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo. Sempre as considerou, e continua a considerar, juntamente com a sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé; elas, com efeito, inspiradas como são por Deus, e exaradas por escrito duma vez para sempre, continuam a dar-nos imutàvelmente a palavra do próprio Deus, e fazem ouvir a voz do Espírito Santo através das palavras dos profetas e dos Apóstolos. É preciso, pois, que toda a pregação eclesiástica, assim como a própria religião cristã, seja alimentada e regida pela Sagrada Escritura. Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra ...

DEI VERBUM [Capítulo V]

CAPÍTULO V O NOVO TESTAMENTO Excelência do Novo Testamento 17. A palavra de Deus, que é virtude de Deus para a salvação de todos os crentes (cfr. Rom. 1,16), apresenta-se e manifesta o seu poder dum modo eminente nos escritos do Novo Testamento. Com efeito, quando chegou a plenitude dos tempos (cfr. Gál. 4,4), o Verbo fez-se carne e habitou entre nós cheio de graça e verdade (cfr. Jo. 1,14). Cristo estabeleceu o reino de Deus na terra, manifestou com obras e palavras o Pai e a Si mesmo, e levou a cabo a Sua obra com a Sua morte, ressurreição, e gloriosa ascensão, e com o envio do Espírito Santo. Sendo levantado da terra, atrai todos a si (cfr. Jo. 12,32 gr.), Ele que é o único que tem palavras de vida eterna (cfr. Jo. 6,68). Este mistério, porém, não foi descoberto a outras gerações como foi agora revelado aos seus santos Apóstolos e aos profetas no Espírito Santo (cfr. Ef. 3, 46 gr.) para que pregassem o Evangelho, e despertassem a fé em Jesus Cristo e Senhor, e congregassem a Igreja....

DEI VERBUM [Capítulo IV]

CAPÍTULO IV O ANTIGO TESTAMENTO A história da salvação consignada nos livros do Antigo Testamento 14. Deus amantíssimo, desejando e preparando com solicitude a salvação de todo o género humano, escolheu por especial providência um povo a quem confiar as suas promessas. Tendo estabelecido aliança com Abraão (cfr. Gén. 15,18), e com o povo de Israel por meio de Moisés (cfr. Ex. 24,8), revelou-se ao Povo escolhido como único Deus verdadeiro e vivo, em palavras e obras, de tal modo que Israel pudesse conhecer por experiência os planos de Deus sobre os homens, os compreendesse cada vez mais profunda e claramente, ouvindo o mesmo Deus falar por boca dos profetas, e os difundisse mais amplamente entre os homens (cfr. Salm. 21, 28-29; 95, 1-3; Is. 2, 1-4; Jer. 3,17). A «economia» da salvação de antemão anunciada, narrada e explicada pelos autores sagrados, encontra-se nos livros do Antigo Testamento como verdadeira palavra de Deus. Por isso, estes livros divinamente inspirados conservam um val...

DEI VERBUM [Capítulo III]

CAPÍTULO III A INSPIRAÇÃO DIVINA DA SAGRADA ESCRITURA E A SUA INTERPRETAÇÃO Natureza da inspiração e verdade da Sagrada Escritura 11. As coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo. Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como santos e canónicos os livros inteiros do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo (cfr. Jo. 20,31; 2 Tim. 3,16; 2 Ped. 1, 19-21; 3, 15-16), têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja (1). Todavia, para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades (2), para que, agindo Ele neles e por eles (3), pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria (4). E assim, como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo...

DEI VERBUM [Capítulo II]

CAPÍTULO II A TRANSMISSÃO DA REVELAÇÃO DIVINA Os apóstolos e seus sucessores, transmissores do Evangelho 7. Deus dispôs amorosamente que permanecesse integro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos. Por isso, Cristo Senhor, em quem toda a revelação do Deus altíssimo se consuma (cfr. 2 Cor. 1,20; 3,16-4,6), mandou aos Apóstolos que pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, o Evangelho prometido antes pelos profetas e por Ele cumprido e promulgado pessoalmente (1), comunicando-lhes assim os dons divinos. Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação (2). Poré...

CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICADEI VERBUM SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA [Capítulo I]

PROÉMIO Intenção do Concílio 1. O sagrado Concilio, ouvindo religiosamente a Palavra de Deus proclamando-a com confiança, faz suas as palavras de S. João: «anunciamo-vos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos apareceu: anunciamo-vos o que vimos e ouvimos, para que também vós vivais em comunhão connosco, e a nossa comunhão seja com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo" (1 Jo. 1, 2-3). Por isso, segundo os Concílios Tridentino e Vaticano I, entende propor a genuína doutrina sobre a Revelação divina e a sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame (1). CAPÍTULO I A REVELAÇÃO EM SI MESMA *** Natureza e objecto da revelação 2. Aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,1...

XXX DOMINGO TEMPO COMUM

Lc 18, 9-14 Diácono Valderi Estimados irmãos e irmãs! ...quem se humilha será exaltado (Lc 18,14). Encontramos nesta parábola de Jesus dois personagens, um dos quais é muito conhecido por ser encontrado muitas vezes nos evangelhos em disputa com Jesus, falo do fariseu. Os fariseus eram um grupo (ou seita) do judaísmo, que provavelmente tinham sua origem no profeta Esdras. O nome fariseu vêm do hebraico e do aramaico, significando separados, aqueles distinguidos para expor a Lei. Eram rígidos observantes da lei, e faziam com que o judaísmo se tornasse assim: religião extremamente observante da lei. Jesus por muitas vezes nos evangelhos os classifica de falsos, chamando-os de serpentes! Raça de víboras!; Sepulcros caiados; cegos guias de cegos e hipócritas. Na realidade foram eles os mais ferrenhos opositores de Jesus, sendo assim, opositores da vinda do Messias. Mas o que os fazia ser tão maléficos aos olhos de Jesus? Eles tinham boa intenção: cumprir a lei dada por Deus, porém, por fal...

Terceira palavra: Prece

Continuo aqui a série de sete palavras que pedi no meu blog para que meus leitores refletissem. Para ver todos os comentários: www.paulocoelhoblog.com: Discuss. Amanto: a única verdadeira prece é aquela em que seu coração está ardendo com a presença de Deus. Se você rezou assim, perfeito. Se rezou porque deseja algo, ou por dificuldades financeiras, está queimando suas energias. Marie: Senhor, quero apenas dizer obrigada. Isso basta para conectar-me com Tua presença. Josephine: a maior parte das minhas preces são silenciosas, e às vezes terminam com uma resposta, algo claro, como a voz de alguém amado que já partiu, usando palavras que eu conscientemente jamais usaria. Pode ser doloroso, pode ser relaxante, mas sempre é verdade. Guerreiro da água corrente: que todos possam encontrar a felicidade, e a razão da felicidade. Que todos possam se libertar da tristeza, e da razão da tristeza. Florence: uso sempre a prece do terceiro passo dos Alcoólatras Anônimos: meu Deus, me ofere...

XXIX Domingo do Tempo Comum - Lc 18, 1-8

Estimado Padre! Queridos irmãos e irmãs! Na leitura do Êxodo encontramos uma apresentação de que sem a oração não se obtêm a vitória. Moisés neste trecho é figura de que sem o auxilio pedido a Deus constantemente não somos capazes de vencer o mau que pode estar nos atacando... Em harmonia a este tema temos a 2ª leitura que nos traz a importância de que, mesmo nas perseguições ou tribulações permaneçamos firmes e fiéis a missão que de Deus recebemos... devemos ter consciência de que teremos muitas dificuldades na vida, mas nunca devemos desanimar de anunciar o Amor e a Misericórdia de Deus revelada em Jesus Cristo... por isso diz: proclama a palavra, insiste oportuna e importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina. No evangelho encontramos Jesus contando uma parábola para aplicar uma mensagem divina sobre a oração. Diz o evangelho no início que Jesus contou uma parábola para ensinar sobre a necessidade de orar com persistência. Este texto segue ao ao d...

FIDEI DEPOSITUM

FIDEI DEPOSITUM GUARDAR O DEPÓSITO DA FÉ é a missão que o Senhor confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos. O Concílio Ecumênico Vaticano II, aberto há trinta anos por meu predecessor João XXIII, de feliz memória, tinha como intenção e como finalidade por em evidência a missão apostólica e pastoral da Igreja e, fazendo resplandecer a verdade do Evangelho, levar todos os homens a procurar e acolher o amor de Cristo, que excede toda a ciência (cf. Ef 3,19). Ao Concílio, o Papa João XXIII tinha confiado como tarefa principal guardar e apresentar melhor o precioso depósito da doutrina cristã, para o tomar mais acessível aos fiéis de Cristo e a todos os homens de boa vontade. Portanto, o Concílio não devia, em primeiro lugar, condenar os erros da época, mas sobretudo empenhar-se por mostrar serenamente a força e a beleza da doutrina da fé. "Iluminada pela luz deste Concílio dizia o Papa a Igreja... crescerá em riquezas espirituais...e, recebendo a força de novas energias...

Segunda palavra: tortura

Coloquei no meu blog sete palavras e pedi que meus leitores refletissem sobre elas, porque são importantes para o dia de hoje. Patrick: o que as pessoas no meu país (EUA) parecem não entender é que cada vez que um membro da Al-Qaeda é torturado, vinte outros aparecem para lutar. Amélia: no final das contas, somos todos responsáveis. Nas prisões, nas guerras, nas brigas de família, nas escolas, todos nós já experimentamos a tortura mesmo que ela não seja física. E à medida que crescemos, o instinto de vingança vai se tornando cada vez mais forte. O que fazer? Não ficar sentada contemplando o que acontece, mas tentar de uma maneira ou de outra denunciar o abuso do ser humano por outro, que pensa ser mais forte porque está aplicando a dor, quando na verdade é mais fraco, porque demonstra incapacidade de convencer com argumentos e amor. Josephine: há um casal de sul-americanos que está vivendo aqui na Suécia ilegalmente porque o governo não garantiu asilo. Por que vieram parar aqui? ...

Primeira palavra: milagre

Durante alguns meses, estimulei meus leitores a escrever em meu blog sobre sete palavras que considero fundamentais nos dias de hoje: milagre, tortura, prece, sofrimento, conselho, xenofobia (medo ao estrangeiro), casamento. Começo hoje a série de respostas, usando os pseudônimos ali colocados. Quem quiser ver todas as respostas, visite www.paulocoelhoblog.com- discuss. Carmen Larissa: as pessoas buscam muito por algo que vá mudar por completo nossa existência, quando o verdadeiro milagre é estar aqui e agora, aceitando a si mesma: os altos e baixos, as fraquezas e os momentos fortes. Deus está nos ajudando, mesmo que seja de maneira silenciosa. E não esqueça: se você tentar escurecer os outros, jamais irá iluminar-se. Radu: eu não converso com Deus todos os dias, e Ele nunca me convidou para tomar um café. Mas sei quando estou próximo de sua Energia, e procuro dar meus passos de tal forma que jamais possa me envergonhar do que faço. E como tenho sido capaz de fazer isso, penso q...

O TIGRE E O DRAGÃO

O TIGRE E O DRAGÃO Trailer do filme O diretor Ang Lee (Razão e Sensibilidade) volta à China para mostrar a saga de duas mulheres que lutam contra a aristocracia local numa história de crime e paixão. Vencedor de 4 Oscars. Sinopse A história de duas mulheres, ambas exímias lutadoras, cujos destinos se tocam em meio à Dinastia Ching. Uma tenta se ver livre do constrangimento imposto pela sociedade local, mesmo que isso a obrigue a deixar uma vida aristocrática por outra de crimes e paixão. A outra, em sua cruzada de honra e justiça, apenas descobre as consequências do amor tarde demais. Os destinos de ambas as conduzirão à uma violenta e surpreendente jornada, que irá forçá-las a fazer uma escolha que poderá mudar suas vidas.
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