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Mostrando postagens de setembro, 2008

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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O tédio

Durante certo período de minha vida -notadamente entre os anos de 1982 e 1990 -mantive um caderno onde anotava minhas conversas com J., pessoa a quem considero acima de tudo um amigo, mas que me ensinou muito da linguagem simbólica do mundo. Recentemente, lendo minha biografia escrita por Fernando Morais, resolvi retranscrever o texto abaixo: - No fundo, as pessoas reclamam, mas adoram a rotina - eu disse. - Claro, e a razão é muito simples: a rotina lhes dá a falsa sensação de que estão seguros. Assim, o dia de hoje será exatamente igual ao dia de ontem, e o amanhã não trará surpresas. Quando a noite chega, parte da alma reclama que nada de diferente foi vivido, mas a outra parte fica contente - paradoxalmente, pela mesma razão. "Evidente que esta segurança é totalmente falsa; ninguém pode controlar nada, e uma mudança aparece justamente no momento mais inesperado, pegando a pessoa sem condições de reagir ou lutar". - Se somos livres para decidir que queremos...

PENITÊNCIA E RECONCILIAÇÃO

Novena de Nossa Senhora do Caravaggio Matriz de Canela/RS Pe. Valderi No início de cada celebração eucarística, dizemos todos juntos: "Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas em pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis, por mim a Deus, nosso Senhor." Rezamos assim porque sabemos que somos humanos. Podemos fazer e pensar o mal. Podemos tonar-nos culpados diante de Deus, dos nossos irmãos, das criaturas que nos são confiadas. Rezamos assim, colocando a nossa confiança no Senhor Jesus Cristo, que diz de Si mesmo: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13). Ele começa o seu ministério público pelo mandamento: "Arrependei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo" (Mt 4,17). Aos que se escandalizam por Ele andar com pecadores, responde: "Há mais alegria no céu por um só pecador que se arrepende, do que por ...

Desafiando o mestre

O pássaro está vivo? O jovem estava no final de seu treinamento, em breve passaria a ensinar. Como todo bom aluno, precisava desafiar seu professor, e desenvolver sua própria maneira de pensar. Capturou um pássaro, colocou-o numa das mãos, e vai até ele: - Mestre, este pássaro está vivo ou morto? Seu plano era o seguinte: se o mestre dissesse "morto" ele abriria a mão e o pássaro voaria. Se a resposta fosse "vivo", ele esmagaria a ave entre os dedos; assim, o mestre sempre estaria errado. - Mestre, o pássaro está vivo ou morto? - insiste. - Meu caro aluno, isto vai depender de você - é o comentário do mestre. O aprendiz indesejável - Não temos portões em nosso mosteiro - Shantih comentou com o visitante. - E as pessoas inoportunas, que vem perturbar a paz de vocês? - Nós as ignoramos, e elas vão embora. - Só isto? E isto dá resultado? Shantih não respondeu. O visitante insistiu algumas vezes. Vendo que não obtinha resposta, res...

Independência emocional

"No início da nossa vida e de novo quando envelhecemos, precisamos da ajuda e a afeição dos outros. Infelizmente, entre estes dois períodos da nossa vida, quando somos fortes e capazes de cuidar de nós, negligenciamos o valor da afeição e da compaixão. Como a nossa própria vida começa e acaba com a necessidade da afeição, não seria melhor praticarmos a compaixão e o amor pelos outros enquanto somos fortes e capazes?" As palavras acima são do atual Dalai Lama. Realmente é muito curioso ver que nos orgulhamos de nossa independência emocional. Claro, não é bem assim: continuamos precisando dos outros nossa vida inteira, mas é uma "vergonha" demonstrar isso, então preferimos chorar escondidos. E quando alguém nos pede ajuda, esta pessoa é considerada fraca, incapaz de controlar seus sentimentos. Existe uma regra não escrita, afirmando que "o mundo é dos fortes", o que "sobrevive apenas o mais apto". Se assim fosse, os seres humanos jamais existir...

Anotações em aeroportos

A medida do amor - Sempre desejei saber se era capaz de amar minha mulher como o senhor ama a sua - disse o jornalista Keichiro a meu editor Satoshi Gungi, enquanto jantávamos. - Não existe nada além do amor - foi a resposta. - É ele que mantém o mundo girando e as estrelas suspensas no céu. - Sei disso. Mas como vou saber se meu amor é grande o suficiente? - Procure saber se você se entrega, ou se você foge de suas emoções. Mas não faça perguntas como esta porque o amor não é grande nem pequeno; é apenas o amor. "Não se pode medir um sentimento como se mede uma estrada. Se você fizer isso, vai começar a comparar com o que lhe contam, ou com o que está esperando encontrar. Desta maneira, sempre vai escutando uma história, ao invés de percorrer seu próprio caminho". Moisés divide as águas "Às vezes a gente se acostuma com o que vê nos filmes, e termina esquecendo a verdadeira história", diz um amigo, enquanto olhamos juntos o porto de Miami. ...
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