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Mostrando postagens de novembro, 2002

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Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


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Quatro histórias da Cristandade

No caminho de cada um O pastor Olivier era considerado o mais inspirado pregador das redondezas. Falava como se tivesse contato com Deus. "Nada pior do que tentar repetir o comportamento dos grandes, se você não tiver a mesma disposição para agir que eles tiveram", dizia Olivier. Quando morreu, seu filho Andrew ocupou o lugar. Os paroquianos ficaram preocupados; seria difícil suceder um homem tão conectado com Deus. E, querendo dar um pouco de apoio moral ao jovem, uma mulher tentou consolá-lo. "Lembre-se que você deve seguir seu próprio caminho", disse ela. "Jamais tente ser igual ao seu pai". "Ao contrário; eu sou exatamente como meu pai", respondeu Andrew." Ele nunca tentou me imitar; por causa disso, eu jamais tentarei imitá-lo". E os paroquianos tiveram certeza de que estavam diante de um grande pregador. Também estou lá fora Na parábola do Filho Pródigo, o irmão que sempre obedeceu ao pai fica indignado ao ver que o filho rebelde ...

O Zen Budismo

Muitas vezes esta coluna transcreveu alguns dos clássicos textos da escola Zen. Entretanto, o que quer dizer exatamente isso? Como explica o Ming Zhen Shakya, o Zen está para o Budismo assim como a cabala para o Judaísmo, a contemplação para o Cristianismo, a dança sufi para o Islã: ou seja, é a prática mística de ensinamentos filosóficos ou espirituais. A escola Zen nasce na China, misturando o budismo vindo do Nepal, com as tradições locais do taoísmo (que discutiremos no futuro). Entre os anos 700 e 1200, monges viajam para o Japão e ali desenvolvem dois tipos de meditação, baseados na postura física: o estilo Rinzai prega que todo ser humano pode atingir a iluminação se viver sua existência com respeito e sobriedade, enquanto o estilo Soto prega a importância de um longo treinamento para que este objetivo seja alcançado. Para a maioria das religiões, um homem iluminado é aquele que consegue livrar-se de seu próprio egoísmo, entende que não passa de uma pequena - mas importante - pe...

Três histórias judaicas

A prece dos rebanhos A tradição judaica conta a história de um pastor que sempre dizia ao Senhor: "Mestre do Universo, se tiveres um rebanho, eu o guardarei de graça, pois Te amo". Certo dia, um sábio ouviu a estranha prece. Preocupado com uma ofensa a Deus, ensinou ao pastor as rezas que conhecia. Mas, assim que se separaram, o pastor esqueceu as orações; entretanto, com medo de ofender a Deus pedindo para guardar rebanhos, resolveu abandonar por completo qualquer conversa com Ele. Naquela mesma noite o sábio teve um sonho: "Quem guardará os rebanhos do Senhor?", dizia um anjo. "O pastor rezava com seu coração, e você ensinou-o a rezar com a boca." No dia seguinte o sábio voltou ao campo, pediu perdão ao pastor, e incluiu a Prece do Rebanho em seu livro de salmos. O que me faz sofrer O rabino Moshe de Sassov reuniu os seus discípulos, para dizer que finalmente havia aprendido como amar seu próximo. Todos pensaram que o santo homem tivera uma revelação div...

A história de Buda - final

(Na semana passada contei aqui como Sidarta, filho de um rei do Nepal, resolveu abandonar tudo depois de tomar conhecimento do sofrimento humano. Ele passou seis anos meditando, mas tudo que conseguiu foi enfraquecer seu corpo. No momento em que este artigo começa, está recuperando-se de um quase afogamento, bebeu leite, e seus discípulos o abandonaram porque achavam que já não resistia à tentação.) Animado com a refeição que acabara de comer, ele não deu importância à partida dos antigos discípulos; sentou-se junto à uma figueira, e resolveu continuar meditando sobre a vida e o sofrimento. Para testá-lo, o deus Mara enviou três de suas filhas, que procuraram distraí-lo com pensamentos sobre o sexo, a sede, e os prazeres da vida. Mas Sidarta estava tão absorto em sua meditação, que não percebeu nada disso; naquele momento, ele passava por uma espécie de revelação, recordando-se de todas as suas vidas passadas. À medida que fazia isso, lembrava-se também das lições que havia esquecido (...
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