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Quando nos afastamos de Aslam: Uma alegoria

Animais falantes que depois do afastamento de Aslam voltaram ao estado selvagem, esta observação que encontramos nas Crônicas de Nárnia parece-me uma alegoria da animalização do ser humano quando permanece longe do Criador!

Para esclarecer a partir do universo narniano, precisamos levar em conta que este mundo tem um criador, que no primeiro livro da série fica evidente, justamente porque as duas primeiras crianças a visitarem este mundo encontraram um dos "mundos" vazios, escuro e silencioso. Um mundo afundado na escuridão. É a aí, depois de alguns instantes que pequenos sinais começam a aparecer, literalmente. É o exato momento criativo, o momento da existência a partir do nada, da escuridão total. Essas duas crianças acabam presenciando este momento raro e único na existência e também visualizando o responsável por tudo o - agora - visível: Aslam, o Leão.

Aslam é o responsável pela criação e pela animação dos seres neste mundo que acaba de surgir das trevas, e por isso seu poder criador não pode ser pensado como o de um sustentador na vida que ora lhes insufla (assim, mesmo, pois em mais de uma passagem ele anima o inanimado soprando ou rugindo). 

La pelas tantas, em meio as várias aventuras neste mundo com os vários visitantes, percebe isto que coloquei no início deste artigo, o fato de que, aqueles que foram animados por Aslam, ao se afastarem de suas inspirações e conselhos de como "bem viver" neste mundo acabam por evidenciar os instintos originalmente selvagens. Isto se ilustra com o retorno a Nárnia de Edmundo e Lúcia, depois de socorrem-se a margem de um rio, encontram um urso e Lúcia tenta conversar com ele, mas acaba descobrindo que este já não era mais um animal faltante de Nárnia, mas apenas um urso selvagem. É deste modo que os dois acabam por descobrir que o povo de Nárnia, seus animais faltantes e anões, estão se afastando de Aslam e animalizando-se cada vez mais.

Falei antes que este fato observado nas Crônicas de Nárnia seria uma alegoria, e acredito que o autor, Lewis, tentou pincelar isto. Uma alegoria da selvageria do ser humano quando afasta-se de seu Criador, afasta-se daquele que insufla-lhe a vida e não só a animação natural mas falo da vida eterna, sobrenatural.

Nada esta totalmente perdido, como em Nárnia, pois "Aslam" sempre surge de maneira inesperada e com a solução inesperada para salvar a sua obra criada, que por ser Sua é-lhe muito amada.

Enfim, não optemos pela selvageria do próprio ser humano, mas pela animação vital e sobrenatural de nosso Criador, e para isso é fundamental não nos afastarmos de Dele, o Criador e sustentador da vida e de nosso futuro eterno.

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