Pular para o conteúdo principal

Bem-vindo.

Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


  • image
  • image
  • image
  • image

L'etat c'est moi ... ou somos nós

Seria irrelevante escrever sobre quem é o Estado se fosse comum os indivíduos possuírem a mínima ideia de poder estatal. Seria irrelevante escrever sobre isso também se a origem das instituições visivelmente constituídas pelo Estado tivessem um ordenamento coerente com a própria lei natural e respeitando sobretudo a lei divina. Mas não é isso o que acontece, ao menos no Brasil.

A famosa frase de Luiz XIV, rei da França no século XVII, parece revelar mais que um fetiche de um
Deusa Têmis (em frente ao STF)
monarca absolutista que nem mesmo a finalidade do regime monárquico conseguiu respeitar. "O Estado sou eu" não está na boca de políticos e ministros atuais, mas encontramos diluído de forma sorrateira nas atuais ações, manifestações e discursos, seja em público ou privado (que às vezes vem a tona).

Hoje encontramos o Brasil, outrora respeitado na pessoa de um imperador magnânimo, sendo solapado de várias maneiras e por várias pessoas nem sempre com o mesmo objetivo. Durante décadas formou-se um esquadrão de "reis sóis" que amam a todo custo o poder, e esse amor doentio é maior até que o amor pelo dinheiro, pois se trata de um esquadrão maligno que não raciocina pela ganância financeira pois trata o dinheiro como mera consequência de algo maior, ou seja, o poder. 

Ora, com todas as atitudes já conhecidas dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) numa luta tresloucada por manipular da maneira mais torpe os códigos jurídicos para fins que agradem a si e a interesses nada justos e verdadeiros, não é possível vermos outro cenário para o Brasil senão a de absolutismo pseudo-jurídico, algo que pode não parecer, mas acaba se tornando mais perigoso que a própria roubalheira da era PT.

É simples de entender, pois o que se trata aqui é de tirarmos nosso tapa-olho e vermos que juízes e ministros do STF estão tentando governar o país, fazendo com que na PRÁTICA o exercício democrático do povo brasileiro que elegeu por maioria de votos um Presidente para esta república, transforma-se apenas num evento social sem nenhum efeito. As ilegais ações de juízes, desembargadores e ministros do STF que tentam impedir o trabalho do Presidente da república já é uma atitude absolutista de alguém que está ROUBANDO o direito do povo de escolher quem deve governar o país.

A cada ação judicial, a cada intimação infundada, a cada inquérito maluco eles batem no seu próprio peito e gritam ao povo brasileiro: "o Estado somos nós".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mário de Andrade: 65 anos de sua morte

Nesse aniversário da morte de um dos grandes gênios da literatura que nossa nação já teve, apresento um breve histórico desse homem tão ilustre para nossa bagagem cultural. *** Mário Raul de Morais Andrade ( São Paulo , 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945 ) foi um poeta , romancista , crítico de arte , musicólogo , professor universitário e ensaísta brasileiro . É reconhecido por críticos como um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX. Notável polímata , Mário de Andrade liderou o movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22 , além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua...
  • image
  • image
  • image
  • image