"Pio X concedeu aos fieis 7 anos e 7 quarentenas de indulgência todas as vezes que olharem devotamente a hóstia santa, dizendo: 'Meu Senhor e meu Deus!' (12 de junho de 1907)". (Pe Lidivino Santini, SJ. A Santa Missa na História e na Mística, p.290)
Confesso que pesquisei com os meios que pude, mas não encontrei documento oficial conforme as poucas informações registradas pelo padre Lidivino sobre esta indulgência concedida pelo Papa São Pio X.
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| Papa Emérito Bento XVI elevando o Corpo de Cristo após as palavras consecratórias |
Gostaria de ter a fonte para informar, para afirmar, por exemplo, que esta concessão ainda vigora na Igreja, algo que seria maravilhoso de expôr novamente aos católicos, mas como não consegui encontrar o documento oficial, só nos resta depositar confiança no autor deste livro acima mencionado.
E por que deveríamos duvidar do autor que registrou esta indulgência? Afinal, o fato de não ter encontrado a fonte originária desta informação não prova que a mesma seja uma invenção, mesmo que para aumentar a piedade dos fieis. Mesmo com toda a responsabilidade que o corpo eclesiástico trata e tratou os documentos papais, desde o simples bilhete, ao longo da história muitas coisas podem perderem-se pelos desvios acidentais. Por isso, não acredito que padre Lidivino estivesse mentindo sobre esta indulgência que Pio X teria outorgado a todos que "olharem devotamente a hóstia santa, dizendo: 'Meu Senhor e meu Deus!'".
Mas e esta indulgência ainda vigora? Aqui está algo que não posso afirmar. Sabemos que até o Concílio Vaticano II era comum que os Papas concedessem indulgências ocasionais, para algum evento, por alguma ocasião, seja pela importância dos mesmos ou para fomentar a catolicidade, o que nos leva a entender que algumas indulgências não alcançavam todo mundo católico por conta da ocasião e momento, ou seja, certas indulgências eram temporalizadas. Ainda hoje isto acontece, mas com menos frequência, algo lastimável em minha opinião.
Escrevi um artigo explicando o que é uma indulgência em 2012.
Tendo isto, para mim fica claro: Desde Pio X a Igreja entende e esclarece aos fieis que no momento em que o sacerdote eleva a hóstia consagrada, após proferir as palavras da consagração, TODOS devem adorá-la, pois este o momento mais sublime da contemplação da transubstanciação, o milagre eucarístico que a todos desafia e que subjuga a todos. O Deus encarnado esta em nossa frente, como não adorá-lo e temê-lo?
Pela razão não posso afirmar a validade desta concessão de indulgência em nossa tempo, registrada pelo padre Lidivino, mas de coração espero que ela possa fazer-se valer mediante a fé que depositamos na Santa Igreja.



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