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Sínodo Pan-Amazônico: Recuperar Mitos?

O Instrumentum Laboris é o documento que recolhe as várias metas, propostas, conselhos e possíveis direcionamentos pastorais que serão analisados durante o Sínodo e no final serão apresentados para a apreciação do Santo Padre.

Este documento no seu parágrafo número 104, no item "h", apresenta a seguinte proposta:
Recuperar mitos e atualizar ritos e celebrações comunitárias que contribuam significativamente para o processo de conversão ecológica.
Antes de mais nada, preciso dizer que não li parcialmente este documento, e com certeza não o li apenas uma vez. É fácil acusar quem escreve alguma crítica a algo de dentro da Igreja com aquela paixão desdenhosa, que logo acusa quem critica de não ter lido o livro ou documento de maneira integral. Não é meu caso, pois a outras pastes do documento também tenho minha análise.

Mas vejamos uma coisa, este sínodo já faz muito tempo que é incentivado pelas ONGs ambientais no Brasil e fora, pois se trata da corroboração da maior instituição caritativa e filantrópica, ou seja, a Igreja Católica, ao que movimentos pró internacionalização da Amazônia desejam: Transformação a Amazônia em área livre da soberania de UM país. E isto vale para toda a área que se conhece por amazônica, que vai além de terras brasileiras.

É interessante observar que esta história de "protetores dos povos indígenas" não parece muito bem fundamentada, ou pelo menos, muito bem intencionada. Os povos indígenas neste caso estão mais para "Cavalo de Tróia" do que realmente objetivo honesto de muitas iniciativas. 

Falando do parágrafo que destaquei, considero gravíssimo que a bispos legitimamente ordenados - isto apesar de controvérsias teológicas... - sirvam de meios para fins alheios a verdade e ideologicamente ligados a uma governança global, que já se sabe, criada para eliminar a individualidade e diminuir a liberdade a nível pessoal e das nações em sua soberania.

Enquanto bispos, homens que receberam o terceiro grau do sacramento da ordem, acreditar que desejam fazer valer este vocabulário como transmissor de verdades teológicas parece no mínimo vexatório. Além do mais, a própria proposta de "recuperar mitos e atualizar ritos..." indígenas assemelha-se a promoção da paganização, algo totalmente dissonante da missionariedade da Igreja de Cristo, que tem o dever de levar a TODOS OS POVOS a verdade do Evangelho para que se convertam, amem a Deus e sejam salvos. 

É com este parágrafo que se incentiva a estagnação missionária, além de afirmar que tudo o que missionários como José de Anchieta, Antonio Vieira e todos os que deram suas vidas pela conversão dos povos, não fizeram nada mais que um "crime contra a cultura local". Não posso pensar em outra coisa senão em total ruptura com a própria natureza da Igreja Católica. 

Conversão ecológica? O que seria esta conversão ecológica para os bispos que tanto promoveram este sínodo? Um panteísmo "boffiano", lembrando do outrora francisco Genésio Boff?!

Realmente parece complicadíssimo tentar analisar este Instrumentum sem pensar nos séculos de avanço teológico e missionário da Igreja. Além de muitos acusarem a Igreja de auto promover uma protestantização com o Concílio Vaticano II ainda podemos chegar a uma mitologização panteísta da própria noção de fé.

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