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Sínodo Pan-Amazônico: Do "Estado Indígena"

Nos dias 06 a 27 de outubro deste ano acontecerá o Sínodo Pan-Amazônico, que já lançou seu Instrumentum Laboris, documento que serve de base para o desenvolvimento do sínodo. Este sínodo é um anseio de muitos bispos "católico-libertários" que encontraram na Amazônia seu refúgio de existência, visto que perderam seu alcance na maioria do país, pelo menos nos últimos anos. 


Um Sínodo é uma reunião extraordinária de bispos locais ou do mundo inteiro, e serve para estudar, esclarecer e apresentar ao Santo Padre algumas conclusões das exposições e debates sobre os assuntos que o sínodo se dedicou a tratar. Geralmente após a apresentação do documento conclusivo ao Papa, este o analisa e então promulga um documento pós-sinodal onde recolhe as considerações que julgou válidas para a Igreja local e/ou para o mundo inteiro. NEM SEMPRE O PAPA CONFIRMA TODAS AS CONCLUSÕES E DA FORMA QUE APRESENTARAM OS BISPOS, por isto, a palavra final sempre é a do Sucessor de Pedro.

Mas enfim, após esta introdução necessária, quero fazer aqui meu primeiro comentário sobre este sínodo que de cara já digo não ser unanimidade entre o episcopado brasileiro. Sim, existem bispos que nunca foram a favor da realização deste sínodo pelas pelas discussões que ele pretende levantar, porque ele será, primeiramente, PALANQUE PARA PAUTAS IDEOLÓGICAS que povoam a cabeça de bispos (como disse acima) católico-libertários. 

Quero citar uma pauta ideológica: o desenvolvimento de um Estado Indígena. Apesar de vocês não ouvirem ninguém falar abertamente sobre isso, existem preparativos para que isso aconteça e o local já esta escolhido a muito tempo: a Amazônia. Quando se começa a ouvir coisas como "rejeitar a aliança com a cultura dominante e o poder político e econômico, para promover as culturas e os direitos dos indígenas, dos pobres e do território" (Inst. Laboris 119) observamos uma pequena gotejada do que ideologias globalistas estão querendo a muito tempo. Afinal, o lobo para não assustar as ovelhas e a fim de feri-las facilmente, sempre acha um jeito de afastar o pastor que as irá proteger. Assim é que se esta tratando a Amazônia e os povos indígenas, se esta dizendo para eles e para o mundo "nós vamos lutar por sua liberdade" mas no fundo sabem que, atingindo este objetivo, conseguiram sugá-los, depois de não mais contar com aquilo que antes possuíam, ou seja, a pertença a uma nação já estabilizada e forte que os protegia.

Entregar os "cuidados" dos povos indígenas à organizações mundiais é um passo importante para estes grupos que servem para o surgimento deste "Estado Indígena": 
É preciso que os governos tomem todas as medidas necessárias para tutelar sua integridade física e a de seus territórios, baseadas no princípio de precaução, além de outros mecanismos de proteção de acordo com o direito internacional, como as Recomendações específicas definidas pela CIDH (Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos/OEA) (Instr. Laboris 62).
O discurso utilizado sempre vai gerar em torno da ameça à ecologia, e isto nos prova este ponto em especial, "identificar as novas ideologias que justificam o ecocídio amazônico, para analisá-las criticamente" (Idem, 104, b). Não é exagero afirmar o que muitos anos atrás já se dizia, que o comunismo mudou a cor de sua bandeira, de vermelha para o verde, uma alusão ao uso da ecologia como meio para fins ideológicos de subversão das nações. E como podemos ver, a Igreja católica continua a ser usada para estes fins, como já se fazia no auge da URSS.


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