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Militante político: Um aprofundamento [pt1]

Quando publiquei o artigo "A doença mental do esquerdista militante" (11/03/2019) escrevia com plena consciência do que fazia, especialmente estas palavras:
Facilmente encontramos  grupos ou indivíduos isolados, que publicamente revelam uma desobediência às normas morais que independem do raciocínio individual sobre determinadas questões da vida política.
Neste artigo destacava especialmente a utilização eficaz dos militantes de esquerda da sentença "os fins justificam os meios", mas é claro que todo o fenômeno do militante não se resume a isto. Deixar de aproveitar a realidade social atual em nosso país para observar este fenômeno seria um prejuízo e talvez um erro fatal na própria evolução intelectual pessoal e de outros. É preciso observar e não apenas atirar palavras ao léu de modo apaixonado, com "sangue nas veias", pois toda a atividade humana necessita ser estudada para que erros que não se coadunam com a verdade absoluta dos seres, sejam esclarecidos, abandonados, extirpados.

Sempre parece importante lembrar a carência principal na formação dos indivíduos brasileiros, uma formação sólida e clara de moralidade das coisas, pessoas e atos. Não se trata apenas de explicar o que é moral e ético, pois isso facilmente qualquer um encontra nos livros ou na internet mesmo. Trata-se de algo mais palpável, trata-se de formar pessoas, indivíduos em fase de crescimento mental e espiritual a cerca daquilo que a humanidade já conseguiu decifrar. Quando falamos de MILITANTE esquerdista estamos falando de uma parcela de pessoas que se dedica a defender a predominância da ideologia que defende. Mas evidentemente que o militante não é um exercício exclusivo do indivíduo que defende uma política socialista, ou comunista. Existem militantes liberais, direitistas, conservadores e nestes podemos acrescentar os militantes conservadores monarquistas (uma diferenciação dos conservadores republicanos).

Aprofundar um pouco sobre este fenômeno é válido enquanto reflexão de como não "esquerdar" o próprio discurso direitista, liberal ou conservador. Infelizmente é o que percebo nas redes sociais, com breves sentenças sem explícita reflexão do que se escreve ou fala. É uma babel de discursos, isto é, decidiram a bandeira a defender, mas não conseguem sair totalmente do discurso no qual foram formados desde cedo, provavelmente.

A palavra militante em si, não é pejorativa ou palavrão que possa rotular alguém de quem não se gosta. Esta palavra vem do latim militans que primeiramente significa soldado, combatente, por isso transferiu-se este significado para o "partidário", ou seja, aquele que toma partido de algo, ou algum grupo, e por isso o defende de comentários discordantes do pensamento deste grupo. Esse militans contemporâneo acabou degenerando a raiz da palavra e transformado-a num mercenário qualquer, que vende sua "alma" sem muita reflexão para facilidades oportunas para a tendência pecaminosa - ou criminosa - do ser humano. O militante "raiz" sabe que mesmo que no futuro algo ou alguém contrarie indiscutivelmente sua bandeira, ele deverá permanecer em pé, com a espada em riste, pois já "vendeu" sua consciência e vontade para a bandeira defendida.

Agora podemos nos perguntar: Isto seria uma forma de escravidão? O militante contemporâneo é escravo ou livre dentro do pensamento ideológico do grupo a qual defende?


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