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Quinta-feira - 20 de dezembro – Is 7,10-14 Lc 1,26-38

III Semana do Advento

Pe. Valderi da Silva

Que evangelho mais belo poderias escutar neste dia, em que nos aproximamos mais do Natal de Nosso Senhor?

A saudação angélica a Maria é a mais bela e sublime manifestação de Deus aos homens. Em cada palavra deste diálogo de amor, entre o humano – na pessoa de Maria – e o divino – na figura do Anjo -, encontramos mais do que um simples anúncio, mais do que um simples e mero diálogo. Nesta poucas palavras entre Maria e o Anjo de Deus, esta o início da mais extraordinária história de amor que a humanidade conheceu e que nunca superara.

Surgindo a Maria, o anjo lhe saúda com esta palavras: “alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28b). Nesta saudação esta não a admiração do anjo pela jovem Maria, nem mesmo uma linguagem puramente educada. Esta a precisão de duas realidades e a um exortação por elas. Estas duas realidades estão presentes na vida de Maria e nós a reconhecemos nesta jovem, escolhida por Deus.

Primeiramente, nas palavras do anjo “cheia de graça” (Lc 1,28b), há uma constatação do estado de vida de Maria, pois um anjo, mesmo que apenas mensageiro, sabe reconhecer alguém manchado pelo mal, ou seja, corrupto pelo pecado. Isto acontece por ser ele um ser puramente espiritual, sensível portanto, a realidade espiritual ao seu redor. Vendo Maria, sabia o que dizer pois fora enviado com uma mensagem específica, mas também podia ver o que lhe fora sabido, a respeito desta jovem. Cheia de graça, é o estado daquela que fora em sua concepção preservada de todo o pecado, e que portanto, não sentia o gosto pelo mal. Cheia de graça, porque nela se conservou todas as graças que um ser humano pede receber quando se vive inteiramente neste estado puro. Maria é cheia de graça de Deus, pois estava imune àquilo que nos faz não querer ou inaptos para a graça divina.

Logo em seguida, o anjo completa com esta palavras: “o Senhor esta contigo” (Lc 1,28c). Em Maria, por viver sempre afastada do mal, intocada pelo pecado não seria difícil perceber que Deus estava sempre com ela, ou seja, sua vida era voltada a Deus em tudo. Conta-se numa história, não muito verídica, que Maria teria tão grande desejo por Deus que falava com Ele em cada momento do dia, durante cada tarefa ou no descanso. Podemos pensar que esta atitude seria natural de alguém enamorado por Deus, que sentia Sua presença junto de si todos os dias. O próprio fato de que Maria não tenha levado um susto aterrador quando lhe apareceu um anjo, já mostra uma vida ciente da realidade espiritual, já familiar no trato com Deus. Sua resposta imediata também nos mostra uma maturidade interior difícil de se conseguir quando se têm que ao mesmo tempo lutar contra o pecado.

Nesta mesma saudação, o anjo exorta Maria a se alegrar. Alegrar-se não porque Maria estava triste, mas para que tomasse mais consciência sobre seu estado diante de Deus, pois não havia motivo para não se alegrar. Esta exortação para a alegria, também era por motivo de que seria realizada nela, uma grande maravilha, obra puramente de Deus.

Na oração da Ave Maria, busquemos nos alegrar com Ela.

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