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Terça-feira – At 14,19-28 Jo 14,21-26

V Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Apesar deste trecho do evangelho ser tirado de capítulos antes da Paixão, Morte e Ressurreição, as palavras deJesus ressoam como despedida dos seus, enviando-lhes em missão e prometendo ao mesmo tempo que permanecerá sempre com seus discípulos.

Entre outras modos da permanência de Cristo entre nós, esta Sua paz, que não é algo semelhante a paz que o mundo oferece. Em realidade, a paz de Cristo é mais que um simples estado de ausência de agitação, movida por contrariedades ou confrontos. Ela é uma consequência do amor e da verdade. De fato, a verdadeira paz não existe sem estes dois funamentos: o amor que faz o ser humano tratar a seu semelhante como alguém digno de respeito em sua vida, e isto se refere a conservação integral desta pessoa, ou seja, corpo e alma. Mas também se refere a tratar este outro acima das diferenças, principalmente do pecado. Por isso, dizemos que amamos o pecador mas não o pecado!

O outro fundamento diz respeito a verdade, sem ela não é possível encontrar o essencial que nos permite amar o pecador apesar do pecado, nos permite ver além dos erros. Mas o atributo principal da verdade no surgimento da paz é o de não nos deixar negligenciar a realidade dos fatos mesmo tentando nos aproximar dos outros com amor. Uma paz sem fidelidade a verdade, não é paz, é qualquer coisa semelhante a mentira. Por vezes para a paz, em vista da verdade, surge arroubos “violentos” onde se quer firmar a justiça, sabendo que ela é instrumento necessário para a verdadeira paz. A paz se consegue com muitas atitudes fortes em defesa da verdade!

Por isso, Cristo faz esta distinção da paz que Ele dá e a que o mundo oferece. Pois, a paz que facilmente nos é oferecida pelo mundo não passa de uma tendenciosa inclinação ao poder, pois, muitos veem na “paz” que podem ofertar uma proclamação de que estes são os salvadores. Também esta paz, não é uma sincera busca pela verdade e muito menos vivida pelo amor. É antes, regida pela ganância, pelo amor próprio e pela vaidade.

Realmente nossa identidade cristã é autenticada pelo carimbo do amor. Por ele conhecemos a Cristo, conhecemos a verdade, desejamos e buscamos a verdadeira paz e vivemos como “Cristos” entre nós. Por isso, Jesus fala aos discípulos, que se o amásseis realmente ficariam alegres pelo fato de Cristo voltar ao Pai, pois neste mesmo amor teriam a certeza de que Deus não os abandonaria, mas ficaria entre eles de um modo sublime, através do amor.

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