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Semana Santa - Terça-feira

Semana Santa
Terça-feira – Is 49,1-6 Jo 13,21-33.36-38

O desenrolar-se da paixão de Jesus se inicia, e tem seu início na triste escolha de Judas em trair o seu Mestre por algumas moedas. O ato de Judas é a atitude daquele que não consegue vencer o limite que o pecado lhe impõe, ou seja, aquele que somente consegue enxergar a realidade das coisas até certo ponto, geralmente até o ponto que lhe convêm. Judas, apesar de ter convivido com Jesus durante o mesmo tempo que os outros apóstolos, não havia conseguido se abrir a graça de Deus como os outros fizeram. Ele, talvez, fosse aquele que durante os discursos de Cristo, ficava o mais afastado possível, ficava a todo momento consultando o tempo, enfim, ficava incomodado.
Não condenamos a Judas por esta traição, deixamos ele a misericórdia de Deus que é extremamente maior que a nossa. Mas seu triste exemplo serve-nos para cuidar de nossa integra convivência com Cristo. Estamos todos os dias diante de Cristo, sempre que possível escutamos Sua palavra na Liturgia da Missa e às vezes somos aqueles que até são responsáveis por guardar algum bem para uso da Igreja. Nossa vida não esta tão distante da de Judas, pois também tinha um espírito que no fundo, clamava por viver na verdade e gozar da paz interior. Na ânsia deste sentimento, muitos atropelam o tempo necessário para a realização da Vontade divina e acabam seguindo sugestões oferecidas pelas tendências do mundo, onde o pecado da ganância e do poder são falsamente encarados como sinônimos de prosperidade e realização.
Jesus ficou profundamente comovido... (Jo 13,21). O Senhor se comove ao pensar na traição de Judas, que apesar de estar no misterioso plano de Deus, não é desejada por Ele. Nossa decisões, boas ou más, nascem de nossa plena liberdade e Deus sempre irá respeitar isso. O que surge destas decisões são as consequências que devemos carregar com atitude responsável visto que não podemos atribuir a Deus a culpa por algo não desejado por nós. As atitudes boas sempre podem ser impulsionadas pela inspiração de Deus, isto porque para elas necessitamos sempre de uma força interior que nos falsa vencer o pecado original que nos tende sempre ao mal.
Nesta Semana Santa, nos encontraremos com todos os personagens desta história da paixão de Cristo, e neles somos convidados a nos projetar buscando nos colocar ali, presentes ao lado de Cristo, mas também refletindo sobre nossa postura ante Deus, os irmãos e a sociedade.





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