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Sexta-feira – Eclo 47, 2-13 Mc 6, 14-29

IV Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi

Davi é relido por este autor sagrado, na tarefa de mostrar a quem ouvir a virtude deste homem que não exitou em entregar-se totalmente ao chamado que Deus lhe fazia. De fato, graças a sua entrega generosa a Deus, sem mesquinhez pode realizar grandes coisas pois era acompanhado da graça de Deus. Foi assim, que derrotou aquele gigante guerreiro que todos temiam, assim que governou o povo de Israel e levou paz e prosperidade a todos. Mas foi por isso também, por estar tão entregue a Deus e tão disponível a Ele que conseguiu arrepender-se quando pecou gravemente e conseguiu penitenciar-se reconciliando-se com seu Deus.

Neste evangelho encontramos o momento em que João Batista encontrou a verdadeira vida. Herodes é uma figura chave para entender muita gente que não consegue enxergar as consequências de seus atos. Herodes temia a Deus e via em João um verdadeiro enviado da parte de Deus. Mas na embriaguez dos prazeres do mundo, não consegue perceber a inconsequência de sua promessa, e fere de morte João.

Martirio de Joao Batista Estamos à volta com dois banquetes. Em ambos, há um paradoxo: no banquete da “morte”, celebrava-se o aniversário (a vida) do rei Herodes. O outro banquete que nos é apresentado é o da “vida”, no qual o ponto central é o martírio de São João Batista.

No primeiro banquete – o da morte – os convivas são norteados pela emoção meramente humana e terrena. Fazem contratos e juramentos sem pensar nas consequências, são norteados pela ganância, pelo querer “aparecer” fazendo-se valer do prazer e do poder temporal.

No segundo banquete temos João Batista e os seus discípulos que lutam por uma causa justa e verdadeira. Têm os olhos em Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida. Seus olhos estão fitos no céu de onde lhes vem a salvação, por isso, não temem nada nem ninguém. Desafiam o poder temporal. Defendem a justiça, a honestidade e enfrentam o martírio (Cf. Pe. Bantu Mendonça). Neste banquete desejamos todos estar.

O martírio não se busca, mas se aceita quando não há outra saída. Os santos mártires sempre tentaram deixar esta opção em último lugar, somente quando era o momento de entregar suas vidas é que louvaram a Deus por este dom do nascimento de sangue.

Nós temos a alegria de ter em nossas terras o sangue de mártires que como João deram suas vidas pela verdade; nasceram para a vida eterna, nascimento tão desejado por cada cristão.

Que nossas lutas do dia a dia possam ser oferecidas por cada um como pequenos martírios em holocausto a Deus.

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