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XXXI Domingo do Tempo Comum

Áudio do Evangelho [clique aqui]
Lucas 9, 1-10
Contemplamos hoje esta passagem do evangelho narrando o encontro entre Jesus e um dos chefes dos cobradores de impostos, Zaqueu.
Por seu cargo era de antemão visto com grande antipatia pelo povo em geral, pois esta classe de pessoas ligadas ao governo romano que extorquia do povo pesados impostos, não raramente sucumbia a corrupção deixando a mínima justiça de lado para se fartar num egoísmo materialista que visava somente o próprio bem estar.
Pois aconteceu que Jesus penetrou seu olhar nestas nuvens da corrupção e antipatia do povo e viu um homem necessitado de conversão espiritual, viu uma alma ansiosa para reencontrar o caminho da justiça. Zaqueu era a pessoa que figurava no alvo do Senhor: alma perdida que necessitava de alguém para reencontrar o caminho, e o Guia do ser humano seria o único a mostrar esta via de salvação.
Zaqueu é também o protótipo do ser humano que é rotulado bem antes de se ter uma verdadeira chance de volta ao caminho certo. Isto acontece bem mais do que podemos imaginar, pessoas que depositam no inferno outros que, pelos muitos desvios da vida, não conheceram os indícios do caminho certo. Principalmente, nesta sociedade contemporânea vemos isto acontecer a respeito das pessoas de outras religiões: para alguns cristãos, basta usar uma burca que já esta no inferno!
A tolerância não se trata apenas de religiões, a frase “devemos ter tolerância religiosa” não esta totalmente correta pois excluí uma grande parte dos homens que se julgam “ateus” ou agnósticos. Com estes devemos também compartilhar da caridade que aprendemos de Cristo, prinicpalmente nesta passagem com Zaqueu. Mas nunca esquecer da unidade na Verdade.

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