Pular para o conteúdo principal

Bem-vindo.

Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


  • image
  • image
  • image
  • image

O sacerdote e o filho

Durante muitos anos, um sacerdote brâmane cuidava de uma capela; quando precisou viajar, pediu a seu filho que se encarregasse das tarefas diárias até o seu retorno. Entre essas tarefas, o menino devia colocar a oferenda de alimento diante da Divindade, e observar se Ela comia.

O garoto dirigiu-se, animado, até o templo onde o pai trabalhava. Colocou o alimento, e ficou aguardando as reações da imagem. O resto do dia ficou ali.
E a estátua permaneceu imóvel. O menino, porém, fiel às instruções de seu pai, estava certo de que a Divindade desceria do altar para receber sua oferenda.
Depois de muita espera, ele suplicou:
- Oh Senhor, vinde e comei! Já é muito tarde já não posso esperar mais. Nada aconteceu. Ele então começou a gritar:
- Senhor, meu pai me pediu que eu estivesse aqui quando o Senhor descesse, para aceitar a oferta. Por que não o fazeis? Só comeis a oferenda das mãos de meu pai? O que eu fiz de errado? E chorou copiosamente por muito tempo.
Quando ergueu os olhos e limpou as lágrimas, levou um susto: ali estava a Divindade, alimentando-se com que lhe tinha sido oferecido.
Alegre, o menino voltou correndo para casa. Qual foi sua surpresa quando um de seus parentes lhe disse:
- O serviço terminou.
Onde está a comida?
- Mas o Senhor a comeu - respondeu surpreso, o menino.
Todos ficaram assombrados:
- O que estás dizendo?
Repete, pois não ouvimos bem.
O menino repetiu:
- O Senhor comeu tudo que lhe ofereci.
- Não é possível! - disse um tio
.- Seu pai lhe disse apenas para observar se ela comia.
Todos nós sabemos que este é um ato meramente simbólico. Você deve ter roubado a comida.
O menino, porém, não mudou sua história, mesmo quando o ameaçaram com uma surra.
Desconfiados, os familiares foram até o templo, e encontraram a Divindade sentada, sorrindo.
- Um pescador lançou ao rio a sua rede e conseguiu uma boa pesca - disse a Divindade.
- Alguns peixes estavam imóveis, sem fazer nenhum esforço para saírem.
Outros lutavam desesperadamente, saltando, mas sem conseguir escapar.
Só uns poucos eram afortunados em sua luta e conseguiam escapar.
"Assim como os peixes, três tipos de homens vieram aqui para me trazer oferendas: uns não quiseram conversar comigo, achando que eu não ia responder. Outros tentaram, mas desistiram logo - com medo da decepção. Entretanto, este menino foi até o fim, e Eu, que jogo com a paciência e a perseverança dos homens, terminei por aceitar o que trazia".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mário de Andrade: 65 anos de sua morte

Nesse aniversário da morte de um dos grandes gênios da literatura que nossa nação já teve, apresento um breve histórico desse homem tão ilustre para nossa bagagem cultural. *** Mário Raul de Morais Andrade ( São Paulo , 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945 ) foi um poeta , romancista , crítico de arte , musicólogo , professor universitário e ensaísta brasileiro . É reconhecido por críticos como um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX. Notável polímata , Mário de Andrade liderou o movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22 , além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua...
  • image
  • image
  • image
  • image