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«Vem e vê!»

Comentário: Mons. Christoph BOCKAMP Vicario Regional del Opus Dei en Alemania (Bonn, Alemanha)

Hoje celebramos a festa do apóstolo são Bartolomeu. O evangelista São João relata seu primeiro encontro com o Senhor com tanta vivacidade que resulta fácil incluir-nos na cena. São diálogos de corações jovens, diretos, francos... divinos!

Jesus encontra a Filipe casualmente e lhe diz «Segue-me» (Jo 1,43). Pouco depois, Filipe entusiasmado pelo encontro com Jesus Cristo, procura o seu amigo Natanael para comunicar-lhe que ?finalmente? encontraram a quem Moisés e os profetas esperavam: «Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A resposta que recebe não é entusiasta, senão céptica: «De Nazaré pode sair algo de bom?» (Jo 1,46). Em quase todo o mundo acontece algo parecido. É comum que em cada cidade, em cada vila se pense que da cidade, da vila vizinha não pode sair nada que valha a pena... lá são quase todos ineptos... E vice-versa.

Mas Filipe, não se desanima. E como são amigos, não dá mais explicações, senão diz: «Vem e vê!» (Jo 1,46). Vai, e o seu primeiro encontro com Jesus é o momento da sua vocação. O que aparentemente é uma casualidade, nos planos de Deus já estava faz tempo preparado. Para Jesus, Natanael não é um desconhecido: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi» (Jo 1,48). De qual figueira? Talvez tenha sido um lugar preferido de Natanael aonde acostumava se dirigir quando queria descansar, pensar, estar sozinho... Embora sempre baixo a olhada amorosa de Deus. Como todos os homens, em todo momento. Mas para perceber este amor infinito de Deus para cada um, para estar consciente de que está na minha porta e chama preciso de uma voz externa, um amigo, um ?Filipe? que me diga: «Vem e vê!». Alguém que me leve ao caminho que São Josemaría descreve assim: Procurar a Cristo; achar a Cristo; amar a Cristo.

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