Pular para o conteúdo principal

Bem-vindo.

Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


  • image
  • image
  • image
  • image

O sacerdote e a Santa Missa – IV*

Offerimus pro ecclesia tua sancta catholica (Cânon Romano).

Recordamo-nos da imagem da Igreja que o Cânon revela. O sacerdote celebrante a ela se refere na presença de Deus: Offerimus pro ecclesia tua sancta catholica (Cânon Romano). Quer dizer: o sacerdote oferece, representado a Igreja universal. É, por conseguinte, o órgão da “Igreja católica”. O sacerdote deve estar consciente de que a graça especial da Santa Missa não lhe foi concedida particularmente para ele próprio, mas em favor da Igreja. Nisto se manifesta bem lúcida a antiqüíssima sentença: Nemo fit sibi sacerdos: Ninguém se faz sacerdote para si próprio. A mesma verdade proclama São Paulo: todo o sumo sacerdote é instituído em favor dos homens (Hb 5, 1).
No mesmo sentido devemos compreender a palavra seguinte: “Una cum”. Só a uniao na caridade com o Papa, com o Bispo e com o episcopado universal dá ao sacerdote o direito de celebrar o grande ágape. Em qualquer circunstância, o celebrante é representante da hierarquia universal. Já na ordenação sacerdotal o Bispo o incutiu, dizendo aos ordenados: “sois escolhidos para auxiliares dos Bispos católicos... Para nosso auxílio, por eleição dos irmãos, sois promovidos às ordens sacras” (Pontifical Romano de Ordenações Presbiterais, Exortação). No prefácio da ordenação sacerdotal, o Bispo declara-os sacerdotes auxiliares nas fraquezas dos antístites, sem os quais, não podem estes cumprir sua tarefa; declara-os colaboradores, estabelecidos pela providência, “que ocupam o segundo graus do sacramenmto da Ordem”. Cada sacerdote, também o regular, celebra sua Missa em nome do Bispo e está no altar como legado do Papa. Todo o sacerdote, na celebração da Santa Missa, é procurador das missões e toma a peito os interesses da Igreja nas terras remotas das missões. O Bispo coloca nas mãos do neo-sacerdote o sagrado cálice dizendo: “accipe potestatem offere”. Espiritualmente se renova esta cena em cada Santa Missa. Ainda que o poder de oferecer se derive, independentemente do caráter sacerdotal, o direito de oferecer baseia-se na união com a hierarquia.
Ao entender-se a palavrinha “pro” no sentido de “representado”, não podemos esquecer o sentido próprio de interceder. (...)
“Nemo fit sibi sacerdos”. O sacerdote, na celebração eucarística, representa a Igreja universal e suplica por toda a Santa Igreja.
Nisto descobrimos uma definição do sacerdócio: Ele é a mão da Igreja! (...) O sacerdote em sua função sacerdotal, por si próprio, não é nada; é NINGUÉM! Só na união com a Igreja ele cresce, sobressaindo-se aos outros. Toda a dignidade e toda a glória da Igreja nele se concentram, na hora da celebração da santa Missa. Por si só, o sacerdote continua pequenino. Seu valor vem da união com a Igreja. É a mão suplicante e ofertante da Igreja.
(...) Por conseguinte, o sacerdote está na linha divisória entre a felicidade do céu e o sofrimento desta terra. Na celebração eucarística ele se encontra no meio, entre este mundo e o além (...).


Pax Christi

*Cf. Meditando a Santa Missa, de Theodor Schnitzler. Ed. Paulinas, 1964. Págs. 262-264.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mário de Andrade: 65 anos de sua morte

Nesse aniversário da morte de um dos grandes gênios da literatura que nossa nação já teve, apresento um breve histórico desse homem tão ilustre para nossa bagagem cultural. *** Mário Raul de Morais Andrade ( São Paulo , 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945 ) foi um poeta , romancista , crítico de arte , musicólogo , professor universitário e ensaísta brasileiro . É reconhecido por críticos como um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX. Notável polímata , Mário de Andrade liderou o movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22 , além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua...
  • image
  • image
  • image
  • image