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O sacerdote e a Santa Missa – II



Sem querer minimizar o imenso e profundo conteúdo reflexivo que a Carta aos Hebreus possui sobre o sacerdócio, apego-me a esta afirmação extraída pelo hagiógrafo do Antigo Testamento (Sl 110, 4), para refletir sobre a indelével marca do sacerdócio e conseqüentemente sua relação de vida em relação a Santa Missa. Hb 5,6: Tu és sacerdote para éon, segundo a ordem de Melquisedec. Hb 7,17: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec. Hb 7,21: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre...

Esta “marca” indelével colocada com o sacramento da ordem no candidato ao ministério sacerdotal, como a definição mesmo diz, não pode ser apagada, ou seja, uma vez assinalado pela sagrada unção a têm para sempre, nada ou ninguém a pode tirar. Os sacerdotes são indelevelmente “marcados” para uma vida que os configura a partir do ato sacramental, que é realizado através de uma unção e transmissão do múnus sacerdotal ministerial que o bispo possui. Deste modo, não se recebe um “serviço”, como se receberia uma missão a realizar qualquer, se é con-figurado, é a vida da pessoa candidata ao sacerdócio que acaba recebendo uma figura nova, a de Cristo. Por isso se pode dizer que ele age in persona Christi no seu ministério, porque sem essa configuração (nova) ele não poderia agir assim.
Mas como não se trata de um simples serviço no qual eu me dedico e depois vou embora, tudo o que corresponde à configuração permanece agora e sempre para sempre. Sou sempre sacerdote! Em todos os instantes, tu és sacerdote para sempre... e nada pode mudar isso, nem os pecados nem as escolhas adversas ao estado sacramental recebido.
E a missa? Parece-me claro a relação da Santa Missa na vida do sacerdote, tendo isso que escrevi: tudo o que você, sacerdote, fala durante a Santa Missa, SEJA sua atitude depois do Ite missa est. Tudo o que a Santa Missa reza em sua liturgia seja vivido por você, sacerdote, a começar pela batida no peito dizendo, mea culpa, mea culpa...


Pax Christi

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