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DOM DO SACERDÓCIO


Nosso Senhor com sua gloriosa encarnação trouxe-nos a Salvação tão necessária ao homem – a natureza humana -. Mas certamente repassando a vida extremamente curta que teve Nosso Senhor entre nós, observamos as várias coisas que falou e fez que resultaram nos atos sacramentais que hoje perduram também por Seu mandado. O mais precioso e causador de fervorosas discussões certamente é o sacerdócio. E neste texto tomo a liberdade de falar apenas do sacerdócio ministerial sem menosprezar ou deixar de lado o dito sacerdócio comum.
O saudoso papa João Paulo II em um de seus livros trouxe como título da obra “Dom e Mistério”, onde justamente falava desse sacramento, o sacerdócio. Muitos hoje se consideram guardiões ou espertos neste assunto. Mas pergunto-me apenas uma coisa: tudo isso que falam do sacerdócio – que às vezes resulta em calhamaços de folhas – responde a tudo? O amado Santo Cura D’Ars já respondeu a esta pergunta. Claro que não! Este dom de Deus é um mistério. E como mistério por acaso não irá ele se manifestar em cada um que o recebe com “forma” diferenciada dos demais? Com simples palavras podemos manifestar o que “sentimos” – não no sentido de ser superficial – sobre este mistério já que NUNCA o poderemos compreender completamente.
O sacerdócio ministerial é um braço de Cristo que está estendido pelos tempos a todos e a cada um de nós. Ser sacerdote então é ser este braço de Cristo, onde atingimos a todos, pelo contrário não somos braços de Cristo, somos outra coisa! Quando vemos padres nas paróquias falando sorridentes para uns e ignorando a outros, podemos dizer com certeza que este padre não esta sendo braço de Cristo! É difícil para ele atender a todos? Mas ser padre é difícil! E quem não quer assumir esta dificuldade então não deve ser ou continuar sendo padre.
Claro que não pretendo falar da vocação, sobre isto falo mais tarde. Mas o sacerdócio como sacramento foi instituído por Cristo para tornar sua presença viva pelos tempos a todos.
Segundo a longa sabedoria da Igreja o sacerdócio é chamado de alter Christus, ipse Christus. Então logo penso: então ao menos o padre deve ser alguém que transparentemente tenta se aproximar da conduta de Cristo. Falo de coerência sacerdotal! Algo que ao longo da historia da Igreja e na vida de muitos “curas” não temos. Coerência não deveria ser algo inerente à vida sacerdotal? O que acontece então?
Com algumas reflexões pessoais, quero falar destes pontos que me incomodam e fazem pensar.
Sacerdócio, mistério.
Sacerdócio, braço de Cristo.
Sacerdócio: tornar presente Cristo.
Sacerdócio: coerência?
E outros que podem surgir. Mas nada do que se pode falar do sacerdócio pode diminuir este sacramento dado aos homens como dom e mistério.

Pax Christi

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