Pular para o conteúdo principal

Bem-vindo.

Você está acessando o site do bacharel em Teologia e Filosofia, Valderi Silva.


  • image
  • image
  • image
  • image

Antonio e Cathy

A mendiga em Madri (trechos da carta de Antonio)
Eu caminhava pela Gran Via em Madri, quando avistei uma senhora baixinha, de pele clara, bem vestida, pedindo esmola a todos os que passavam. Ao me aproximar dela, implorou-me algumas moedas para um sanduíche. Como no Brasil as pessoas que pedem algo sempre estão com roupas velhas e sujas, resolvi não lhe dar nada, e segui adiante. Seu olhar, porém, tinha me deixado com uma sensação estranha. Fui para o hotel, e de repente senti uma vontade inexplicável de voltar e dar uma esmola àquela mulher - eu estava de férias, tinha acabado de almoçar e dispunha de algum dinheiro no bolso. Pensava em como deve ser humilhante ficar na rua exposta aos olhares de todos, pedindo algo.Voltei ao local onde a tinha visto. Não estava mais lá. Andei pelas ruas próximas, e nada. No dia seguinte, repeti a peregrinação, sem conseguir encontrá-la. A partir de então, não consegui mais dormir direito. Voltei a Fortaleza, falei com uma amiga, e ela me disse que uma conexão importante não acontecera, eu devia pedir ajuda a Deus. Rezei, e julguei ouvir uma voz me dizendo que eu precisava encontrar a mendiga novamente. Todas as noites eu acordava chorando. Não podia continuar assim. Juntei dinheiro, comprei uma nova passagem e retornei a Madri. Tinha que ir em busca da mulher.Comecei uma procura sem fim, não fazia outra coisa a não ser procurá-la. Mas o tempo ia passando e o dinheiro acabando. Fui a uma agência de viagens para remarcar meu bilhete. Decidira voltar ao Brasil só quando pudesse dar a esmola que não dera.Ao sair da agência, tropeço num degrau. Sou atirado em direção a alguém: era a mulher que buscava. Num gesto automático, coloquei a mão no bolso, tirei o que tinha e estendi a ela. Senti uma profunda paz. Agradeci a Deus pelo reencontro sem palavras, a esta segunda chance. Depois disso, já voltei à Espanha várias vezes. Sei que não tornarei a me deparar com ela. Mas eu havia cumprido o que meu coração pedira. Cathy e as explicaçõesDurante uma palestra na Austrália, Cathy se aproxima.- Sempre acreditei que tinha o dom da cura, mas nunca tive coragem de utilizá-lo com ninguém. Um dia, meu marido estava com muita dor na perna esquerda. Não havia ninguém por perto para ajudar, e resolvi, morrendo de vergonha, colocar minhas mãos sobre sua perna e pedir que a dor fosse embora. - Agi sem acreditar que seria capaz de ajudá-lo. De repente, ouvi-o rezando: "Permite, Senhor, que minha mulher seja mensageira da Tua luz, de Tua força", dizia ele. Minha mão começou a esquentar, e as dores logo passaram.- Depois perguntei porque havia rezado daquela maneira. Ele respondeu que não se lembrava de ter dito nada. Hoje sou capaz de curar, porque ele acreditou que era possível.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mário de Andrade: 65 anos de sua morte

Nesse aniversário da morte de um dos grandes gênios da literatura que nossa nação já teve, apresento um breve histórico desse homem tão ilustre para nossa bagagem cultural. *** Mário Raul de Morais Andrade ( São Paulo , 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945 ) foi um poeta , romancista , crítico de arte , musicólogo , professor universitário e ensaísta brasileiro . É reconhecido por críticos como um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX. Notável polímata , Mário de Andrade liderou o movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22 , além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua...
  • image
  • image
  • image
  • image